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Revista Literatura Online

Carrie, série de Mike Flanagan, é renovada no Prime Video e vai seguir além do livro de Stephen King

Prime Video renova Carrie, de Mike Flanagan, para a segunda temporada, que vai além do livro de 1974.

Montagem com uma cena da série Carrie e a capa do livro. À esquerda, numa sala de aula com quadro verde e janelas ao fundo, uma adolescente de cabelo preso e repartido ao meio, de blusa estampada com gola rosa-clara, sorri sentada numa carteira. À direita está a capa da edição da Suma, da coleção Biblioteca Stephen King: fundo rosa-choque com o rosto de uma jovem em tons escuros, marcado por escorridos vermelhos que lembram sangue, e o nome do autor e o título em letras brancas. Ampliar a imagem de destaque
O Prime Video renovou Carrie, série de Mike Flanagan baseada no primeiro romance de Stephen King, para uma segunda temporada. Imagens: Reprodução/Prime Video e Reprodução/Suma

O Prime Video renovou Carrie, série de Mike Flanagan baseada no primeiro romance de Stephen King, para uma segunda temporada. O anúncio saiu nesta quinta-feira (22), duas semanas depois da estreia, e traz uma novidade para quem conhece o livro: os novos episódios vão continuar a história além do que King escreveu em 1974.

Ainda não há data de estreia nem número de episódios. Flanagan volta como showrunner (o responsável criativo pela série) e produtor executivo, e King segue entre os produtores executivos. A Amazon não confirmou oficialmente quem do elenco retorna.

A primeira temporada estreou em 7 de outubro, com os oito episódios liberados de uma vez. Segundo a plataforma, a série chegou ao primeiro lugar em mais de 105 países; a empresa não divulga números de audiência.

“Há 50 anos, o público conhece a história de Carrie White e se sente atraído por ela. Desde o início, imaginamos uma história que vai muito além do baile”, disse Flanagan em comunicado reproduzido pelo TVLine (em tradução livre). “Sou muito grato pela confiança e pelo apoio de Stephen para explorar o que vem a seguir”, completou. Peter Friedlander, chefe global de televisão da Amazon MGM Studios, afirmou que a série “está se conectando tanto com os fãs de longa data de Stephen King quanto com uma geração totalmente nova”.

O baile de formatura, a cena mais famosa do livro, já aconteceu na primeira temporada. Em entrevista ao mesmo TVLine, Flanagan chamou a sequência de “a mais difícil da minha carreira”. Por isso, a segunda temporada não terá o livro como base para a trama principal: a história vai seguir por caminhos que King não escreveu, com o autor acompanhando o projeto como produtor.

A série atualiza a história para os dias de hoje. Carrie (Summer H. Howell) viveu isolada com a mãe, Margaret (Samantha Sloyan), até que a morte repentina do pai a obriga a frequentar a escola pública. Lá ela enfrenta um caso de bullying que viraliza nas redes sociais ao mesmo tempo em que descobre seus poderes telecinéticos (a capacidade de mover objetos com a mente). O elenco tem ainda Matthew Lillard, Amber Midthunder, Siena Agudong e Alison Thornton. As primeiras críticas da série elogiaram as atuações de Howell e Sloyan, mas se dividiram sobre as mudanças em relação ao livro.

Lançado nos Estados Unidos em abril de 1974, Carrie foi o romance de estreia de King. O livro conta a história de uma adolescente tímida, dominada por uma mãe religiosa fanática e humilhada pelos colegas, que esconde a telecinesia até a noite do baile. A narrativa mistura cenas tradicionais com depoimentos, reportagens e trechos de documentos fictícios, como se o leitor reconstituísse um caso real.

A história já tinha sido adaptada várias vezes: o filme de Brian De Palma de 1976, com Sissy Spacek, um telefilme de 2002 e o longa de Kimberly Peirce de 2013, com Chloë Grace Moretz.

No Brasil, o livro se chama Carrie, a Estranha e é publicado pela Suma, com tradução de Adalgisa Campos da Silva. A primeira temporada da série está disponível no Prime Video.

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