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Série de A Ilha do Tesouro, com David Oyelowo e Hayley Atwell, estreia nos EUA e no Reino Unido

Série em seis episódios baseada no romance de Stevenson estreou no MGM+ e no Paramount+; ainda sem data no Brasil.

Capa do livro A Ilha do Tesouro, de Robert Louis Stevenson, com ilustração de um homem de casaco verde e chapéu, segurando um bastão ao lado de um menino na praia, com o mar azul ao fundo. Ao lado, uma cena da série, com uma mulher de cabelos cacheados e vestido vermelho e um rapaz de camisa clara, apoiados na amurada de um navio. Ampliar a imagem de destaque
Edição de bolso de A Ilha do Tesouro, da L&PM (à esquerda), e cena da série baseada no romance, com David Oyelowo e Hayley Atwell (à direita). Foto da série: reprodução/divulgação.

A nova série baseada em A Ilha do Tesouro, romance de Robert Louis Stevenson, estreou nos Estados Unidos e no Reino Unido com David Oyelowo no papel de Long John Silver e Hayley Atwell como Bess Hawkins, mãe do protagonista. A produção tem seis episódios e chegou em 11 de outubro ao MGM+, nos Estados Unidos, e em 12 de outubro ao Paramount+, no Reino Unido e na Irlanda, com capítulos semanais até meados de novembro.

Não há data de estreia anunciada para o Brasil. Fora desses três países, a distribuição está a cargo da Fifth Season, que não anunciou acordos com plataformas brasileiras.

A série foi criada e escrita por Robert Murphy e produzida pela britânica Playground. A direção é dividida entre Jeremy Lovering, William McGregor e Paul Walker, e as filmagens contaram com serviços de produção na Espanha. Tom Sweet interpreta Jim Hawkins, e o elenco tem ainda Jack Huston, Tomer Capone como o pirata Billy Bones, Tristan Sturrock como o capitão Smollett e Craige Els como o imediato Arrow.

Sobre A Ilha do Tesouro, de Robert Louis Stevenson

A trama acompanha Jim e a mãe depois que os dois encontram o mapa do tesouro do lendário capitão Flint e embarcam no Hispaniola rumo à ilha. A produtora descreve a série como um thriller de amadurecimento, em que Jim passa de garoto protegido a jovem que precisa tomar as próprias decisões.

Duas mudanças chamam atenção em relação ao livro. No romance, a mãe de Jim aparece apenas nos primeiros capítulos, na estalagem da família; na série, Bess embarca na viagem e ganha peso na história. Também há um personagem que não existe no original: Aaron Graham, agente britânico interpretado por Jack Huston, que disputa espaço com Silver durante a expedição.

Ao anunciar a produção, em março, Sebastian Cardwell, vice-diretor de conteúdo da Paramount no Reino Unido, definiu a série como “uma releitura ousada e atmosférica de uma história que cativa o público há gerações” (em tradução livre), segundo a revista britânica Televisual.

Publicado em livro em 1883, depois de sair em capítulos na revista juvenil Young Folks entre 1881 e 1882, A Ilha do Tesouro foi o primeiro grande sucesso de Stevenson, escritor escocês que depois publicaria O Médico e o Monstro (1886). O romance é narrado pelo próprio Jim Hawkins, filho dos donos da estalagem Almirante Benbow, no litoral da Inglaterra. Tudo começa quando um velho marinheiro morre na estalagem e deixa um baú com o mapa de Flint.

Jim parte na expedição organizada pelo fidalgo Trelawney e pelo doutor Livesey, sem saber que boa parte da tripulação foi recrutada por Long John Silver, cozinheiro de bordo com uma perna só e um papagaio no ombro, que planeja tomar o navio. A relação ambígua entre o menino e o pirata, ao mesmo tempo protetor e traidor, é o centro do livro. O mapa marcado com um X, o papagaio e o pirata de perna de pau ajudaram a fixar a imagem dos piratas na cultura popular.

A história já foi levada às telas muitas vezes. Entre as versões mais conhecidas estão o filme da Disney de 1950, com Robert Newton como Silver; A Ilha do Tesouro dos Muppets (1996); a animação Planeta do Tesouro (2002), que transfere a trama para o espaço; e a série Black Sails (2014 a 2017), que imagina os anos anteriores ao livro.

No Brasil, o romance tem várias traduções em catálogo. A coleção Clássicos Zahar publica a tradução de José Roberto O’Shea, com notas e ilustrações de Louis Rhead, também disponível em edição de bolso. A Antofágica lançou em 2019 uma tradução de Samir Machado de Machado, com notas e posfácio do tradutor.

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