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FLICA 2026 divulga mesas para jovens sobre criatividade e inteligência artificial em Cachoeira

A 14ª FLICA, de 5 a 8 de novembro em Cachoeira (BA), divulgou as mesas da Geração FLICA sobre criatividade e inteligência artificial.

Montagem com duas imagens. À esquerda, o logotipo da FLICA em letras cursivas brancas com sombra marrom, sobre fundo verde-claro. À direita, ilustração digital de uma figura humanoide robótica de perfil, com circuitos e pontos de luz azul pelo corpo, sobre fundo azul escuro. Ampliar a imagem de destaque
A 14ª FLICA, em Cachoeira (BA), debate inteligência artificial e criação. Imagens: Divulgação/FLICA

A 14ª Festa Literária Internacional de Cachoeira (FLICA), que acontece de 5 a 8 de novembro no Recôncavo Baiano, divulgou a programação da Geração FLICA, espaço voltado ao público jovem. As três mesas tratam de inteligência artificial (IA) e criação: autoria, identidade, imaginação e os limites das ferramentas automáticas no trabalho de escritores e artistas.

As conversas da Geração FLICA serão no Cine Theatro Cachoeirano, com curadoria de Deco Lipe. “Pensar essa curadoria foi justamente misturar linguagens e referências, que é uma característica muito forte da juventude”, afirmou o curador.

A programação do espaço:

  • Quinta-feira (5), 14h: “(IA)gora, para onde vai a nossa imaginação?”, com o escritor e diretor criativo André Carvalhal e a poeta e professora Sandra Liss. Mediação de Breno Fernandes.
  • Sexta-feira (6), 16h: “Histórias que só a gente conta”, sobre o que a criação humana tem de insubstituível, com a escritora e atriz Dora Freind e o artista, cordelista e educador baiano Matheus Chão de Palha. Mediação de Catarina Neris.
  • Sábado (7), 9h: “Traço, quadro e ideia: Ilustração e HQ na era da IA”, com Paulo Moreira, Isabella Ismile e Breu, sobre criação autoral, ferramentas de IA que imitam estilos de artistas e os efeitos no mercado de arte. Mediação de Daniel Cesart.

Na mesa de sexta, Dora Freind apresenta o livro As vacas não me olham mais na cara, que trata da fronteira entre humanos e animais e da relação entre pessoas e máquinas.

O tema da edição, “Como ser criativo com tanta IA por aí”, foi anunciado no lançamento oficial da festa, em 2 de setembro, em Salvador. Na Tenda Paraguaçu, principal espaço de debates, com curadoria de Marielson Carvalho, já estavam confirmados a jornalista Miriam Leitão, a pedagoga Nilma Lino Gomes e o pesquisador Tarcísio Silva, em conversas que vão das distopias virtuais ao racismo algorítmico (o preconceito reproduzido por sistemas automatizados), de acordo com o Bahia Notícias.

A Fliquinha, espaço infantil com curadoria de Emília Nuñez e Duca Clara, discute o excesso de telas e reinterpreta a sigla IA como “Infância Autêntica, Artística, Alegre e Autoral”. No Palco dos Ritmos, estão confirmados a cantora Larissa Luz, Sued Nunes, o grupo Jau e Mãeana, que fecha a noite de sábado com o show Mãeana Canta JG, de João Gilberto a João Gomes.

A FLICA ocupa a cidade histórica de Cachoeira, às margens do Rio Paraguaçu, e reúne autores baianos, de outros estados e de outros países em mesas para os públicos infantil, juvenil e adulto. A entrada é gratuita. A programação completa deve ser publicada no site oficial da festa.

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