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A Leste do Éden, com Florence Pugh, é a série em inglês mais vista da Netflix na semana de estreia

Minissérie somou 6,5 milhões de visualizações e 45,5 milhões de horas em quatro dias; no Brasil, ficou em 9º lugar.

Florence Pugh como Cathy Ames em cena da minissérie A Leste do Éden, da Netflix.
Florence Pugh interpreta Cathy Ames em A Leste do Éden, minissérie baseada no romance de John Steinbeck que liderou o ranking mundial de séries em inglês da Netflix na semana de estreia. Divulgação/Netflix.

A minissérie A Leste do Éden, adaptação do romance de John Steinbeck com Florence Pugh no papel de Cathy Ames, foi a série em inglês mais vista da Netflix no mundo na semana de 28 de setembro a 4 de outubro. Segundo o ranking oficial da plataforma, a produção somou 6,5 milhões de visualizações em apenas quatro dias, já que estreou na quinta-feira, 1º de outubro.

A Netflix calcula as visualizações dividindo o total de horas assistidas pela duração do título. Com sete episódios e quase sete horas de duração, a série acumulou 45,5 milhões de horas vistas na semana. Ficou à frente de Monster: The Lizzie Borden Story, quarta temporada da série de antologia de Ryan Murphy, que teve 5,7 milhões de visualizações. No Brasil, A Leste do Éden entrou na lista das dez séries mais vistas da semana, em 9º lugar.

No comunicado sobre o ranking, a Netflix afirma que a série levou o romance de volta ao topo das listas de livros mais vendidos. A plataforma não informou de quais listas se trata.

Sobre a adaptação

A minissérie foi criada por Zoe Kazan, neta do diretor Elia Kazan, que adaptou o livro para o cinema em 1955 no filme Vidas Amargas, com James Dean. O filme cobria só a parte final do romance. A nova versão conta a história inteira, da infância dos irmãos Adam e Charles Trask à geração seguinte, a dos gêmeos Cal e Aron. O elenco tem ainda Christopher Abbott, Mike Faist, Hoon Lee, Tracy Letts, Martha Plimpton e Ciarán Hinds.

Publicado em 1952, o romance se passa no vale do Salinas, na Califórnia, e reescreve a história bíblica de Caim e Abel em duas gerações. No centro está a palavra hebraica timshel, traduzida no livro como “tu podes”: a ideia de que o ser humano pode escolher entre o bem e o mal, em vez de estar condenado a um destino. Em entrevista ao site oficial da Netflix, Zoe Kazan explicou por que esse conceito guiou a adaptação. “Acho que esse conceito abre uma porta”, disse (em tradução livre). “Ele nos permite pensar que, não importa o que tenhamos feito ou o que nossos antepassados tenham feito, temos a obrigação de nos ver como capazes de mudar.”

Florence Pugh, que também é produtora executiva da série, interpreta a personagem mais controversa do livro, uma mulher que manipula todos ao redor. “Uma das coisas de que me orgulho é conseguir dar outra chance a personagens antipáticos”, afirmou a atriz ao mesmo site. Segundo ela, papéis assim são uma chance de entender como esses personagens tomam decisões, ter empatia por eles e mostrar que a história de cada um vai além das escolhas cruéis que fizeram.

Steinbeck recebeu o Nobel de Literatura em 1962 e considerava A Leste do Éden o livro mais importante de sua carreira. Entre os livros mais conhecidos de Steinbeck estão também Ratos e Homens (1937) e As Vinhas da Ira (1939). No Brasil, o romance é publicado pela Record, com tradução de Roberto Muggiati. Os sete episódios da série estão disponíveis na Netflix.

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