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Revista

Poemas

Capricho, de Castro Alves

Publicado postumamente, em Hinos do Equador, este poema, com uma estrutura e cadência bastante peculiar em comparação aos demais do poeta baiano, fala, com ritmo e capricho, sobre intimidade, amor e sexo.

Capricho

Ai! quando
Brando
Vai o vento
Lento

À lua
Nua
Perpassar sutil;

E a estrela
Vela,
E sobra linfa
A ninfa
Suspira
Mira
O divinal perfil;

Num leito
Feito
De cheirosas
Rosas,
Risonhos
Sonhos
Sonharemos nós;

Revoltos,
Soltos
Os cabelos
Belos,
Vivace
A face,
Tremulante a voz

Cantos
E prantos
Que suspira
A lira,
A alfombra,
À sombra,
Encontrarei pra ti;

Celuta,
Escuta
De meu seio
O enleio…
Vem, linda,
Ainda
Há solidões aqui.

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