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Verity lidera os livros mais vendidos de 2026 no Brasil, e A Hora da Estrela é o terceiro

Ranking parcial com dados da Nielsen BookScan, divulgado no Dia Nacional da Leitura, coloca Verity em primeiro e Clarice Lispector em terceiro; mercado vendeu 44,7 milhões de exemplares em 36 semanas.

Capas de Verity, A Psicologia Financeira e A Hora da Estrela diante de estantes de uma livraria.
Verity, de Colleen Hoover, A Psicologia Financeira, de Morgan Housel, e A Hora da Estrela, de Clarice Lispector, ocupam as três primeiras posições entre os livros mais vendidos de 2026 no Brasil até setembro. Montagem/Literatura Online, com capas de divulgação das editoras Galera Record, HarperCollins e Rocco.

O Dia Nacional da Leitura, celebrado nesta segunda-feira (12), chega com um retrato do que o brasileiro mais comprou em 2026: Verity, de Colleen Hoover, é o livro mais vendido do ano até agora, com 134.532 exemplares. O dado é de um ranking parcial com números da Nielsen BookScan, publicado pela Exame. Na terceira posição aparece um clássico brasileiro: A Hora da Estrela, de Clarice Lispector, com 109.896 cópias da edição comemorativa da Rocco.

O mercado como um todo também cresceu. Nas primeiras 36 semanas do ano, até 6 de setembro, o varejo monitorado pela Nielsen vendeu 44,7 milhões de exemplares, alta de 8,7% sobre o mesmo período de 2025. O faturamento chegou a R$ 2,38 bilhões, 11,9% a mais, em valores sem correção pela inflação, segundo dados do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) citados pela revista.

Estes são os dez livros mais vendidos de 2026 no levantamento:

  1. Verity, de Colleen Hoover (Galera Record): 134.532 exemplares
  2. A Psicologia Financeira, de Morgan Housel (HarperCollins): 121.546
  3. A Hora da Estrela (edição comemorativa), de Clarice Lispector (Rocco): 109.896
  4. A Cabeça do Santo, de Socorro Acioli (Companhia das Letras): 107.003
  5. O Massacre da Família Hope, de Riley Sager (Intrínseca): 92.650
  6. Nunca Minta, de Freida McFadden (Record): 92.350
  7. Hábitos Atômicos, de James Clear (Alta Life): 90.670
  8. Melhor do que nos Filmes, de Lynn Painter (Intrínseca): 82.283
  9. A Hipótese do Amor, de Ali Hazelwood (Arqueiro): 80.959
  10. A Paciente Silenciosa, de Alex Michaelides (Record): 77.253

A lista deixa de fora produtos que também aparecem no ranking parcial, mas não são livros de leitura corrida: os álbuns de figurinhas da Copa do Mundo de 2026, o livro de passatempos Murdoku, de Manuel Garand, e a coleção de minilivros Enaldinho na Copa.

A ficção domina: são oito romances entre os dez primeiros, contra dois livros de não ficção, ambos de finanças e comportamento. O suspense psicológico é o gênero mais forte, com Verity, O Massacre da Família Hope, Nunca Minta e A Paciente Silenciosa. A comédia romântica aparece com Lynn Painter e Ali Hazelwood.

Parte desses títulos ganhou fôlego extra nas telas. A adaptação de Verity, com Anne Hathaway e Dakota Johnson, estreou em primeiro lugar nas bilheterias brasileiras, com R$ 17 milhões. A Hipótese do Amor virou filme do Prime Video, com Lili Reinhart e Tom Bateman, disponível desde 23 de setembro, segundo a Exame. Ali Hazelwood também já anunciou uma continuação do romance, prevista para 2027.

A Cabeça do Santo é o único romance de autor brasileiro vivo no top 10. Publicado pela Companhia das Letras em 2014, o livro de Socorro Acioli acompanha um rapaz que se abriga dentro da cabeça oca de uma estátua inacabada de Santo Antônio, na cidade fictícia de Candeia, no Ceará, e passa a ouvir as orações das mulheres que pedem casamento ao santo. Em abril, a Unidos da Tijuca anunciou o livro como enredo do Carnaval de 2027.

Já A Hora da Estrela saiu em 1977, último livro publicado em vida por Clarice Lispector, que morreu em dezembro daquele ano. O narrador, o escritor Rodrigo S.M., conta a história de Macabéa, uma jovem alagoana que trabalha como datilógrafa no Rio de Janeiro e quase não é notada por ninguém. O romance curto é presença frequente em listas de leitura de escolas e vestibulares.

O Dia Nacional da Leitura foi criado pela Lei nº 11.899, de 2009, que fixou a data em 12 de outubro. A mesma lei instituiu a Semana Nacional da Leitura e da Literatura, celebrada sempre na semana em que cai o dia 12.

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