Klara e o Sol, adaptação do romance de Kazuo Ishiguro dirigida por Taika Waititi, estreia nos cinemas brasileiros em 22 de outubro, com distribuição da Sony Pictures. Jenna Ortega interpreta Klara, uma robô criada para fazer companhia a adolescentes, e Amy Adams vive a mãe da garota que a compra.
Antes de chegar ao Brasil, o filme tem estreia mundial no Festival de Cinema de Londres, em 15 de outubro, numa das sessões de gala da 70ª edição do evento, organizado pelo British Film Institute. Nos Estados Unidos, o lançamento comercial está marcado para 23 de outubro.
O roteiro é de Waititi e Dahvi Waller, e a produção reúne o diretor, Garrett Basch e David Heyman, produtor da série de filmes de Harry Potter. O elenco tem ainda Mia Tharia como Josie, a menina doente que recebe Klara; Aran Murphy como Rick, amigo e interesse amoroso de Josie; Natasha Lyonne como a gerente da loja onde Klara é vendida; e Steve Buscemi. A trilha sonora é de Michael Giacchino. O longa tem 116 minutos e foi rodado na Nova Zelândia, país natal de Waititi, em 2024. No Brasil, a classificação indicativa informada é de 14 anos.
O projeto marca uma mudança de registro para o diretor, mais conhecido por comédias como Jojo Rabbit, que lhe deu o Oscar de roteiro adaptado em 2020, e Thor: Ragnarok. Klara e o Sol é um drama, e o primeiro trailer oficial foi divulgado em junho.
Sobre o romance Klara e o Sol
O romance foi o primeiro de Ishiguro depois do Nobel de Literatura, que o escritor britânico, nascido no Japão, recebeu em 2017. Saiu em 2021 e entrou na lista longa do Booker Prize daquele ano. No Brasil, foi publicado pela Companhia das Letras, também em 2021, com tradução de Ana Guadalupe.
A história se passa num futuro próximo, nos Estados Unidos, e é contada pela própria Klara, uma “Amiga Artificial” movida a energia solar. Da vitrine da loja, ela observa o movimento da rua e aprende sobre as pessoas até ser escolhida por Josie, uma adolescente com uma doença misteriosa. Na casa da família, Klara tenta entender os sentimentos humanos e acredita que o Sol, sua fonte de energia, pode curar a menina. Ishiguro usa esse olhar ingênuo para tratar de solidão, amor e da pergunta sobre o que torna uma pessoa insubstituível, sem dar respostas fáceis.
Não é a primeira vez que um livro de Ishiguro chega às telas. Os Vestígios do Dia virou filme em 1993, dirigido por James Ivory, com Anthony Hopkins e Emma Thompson. Não Me Abandone Jamais, outra ficção sobre os limites do humano, foi adaptado em 2010 por Mark Romanek, com Carey Mulligan, Andrew Garfield e Keira Knightley. Em 2025, o japonês Kei Ishikawa levou ao cinema Uma Pálida Visão dos Montes, romance de estreia do autor. O próprio Ishiguro escreveu o roteiro de Viver (2022), adaptação de um filme de Akira Kurosawa, e foi indicado ao Oscar por ele.
A data brasileira de 22 de outubro aparece nos cadastros de estreia de sites especializados, como o Cinema e Afins. A Sony ainda não divulgou a lista de salas nem a abertura da pré-venda de ingressos.
Viu um erro ou tem uma informação que complementa esta matéria? Fale com a redação.