O Spotify vai liberar audiolivros para assinantes no Brasil a partir de 15 de outubro. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (7), durante a Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha, e faz parte de uma expansão que leva o serviço de 22 para mais de 180 mercados até o fim de 2026, segundo o comunicado da empresa.
No Brasil, assinantes elegíveis do plano Premium terão 12 horas de audiolivros por mês incluídas na assinatura, sem custo adicional. É menos que as 15 horas mensais oferecidas desde 2023 nos Estados Unidos, no Reino Unido e na Austrália. O mesmo limite de 12 horas vale para Itália, Espanha, Portugal, México, Colômbia, Polônia, Chile, Noruega e Peru. Também será possível comprar títulos avulsos. A empresa ainda não informou se o complemento Audiobooks+, que dá mais horas de escuta, chega ao país nem quanto custará em reais.
O catálogo de estreia terá mais de 6 mil títulos em português, além de mais de 350 mil em inglês, que estarão disponíveis em todos os mercados novos. A empresa diz que está montando catálogos em espanhol, italiano, polonês e outras línguas. Nos 22 mercados onde o serviço já funcionava, o acervo passa de 700 mil títulos.
O calendário foi dividido em etapas. Colômbia, Itália, México e Espanha recebem o serviço já nesta quarta. O Brasil entra no dia 15, junto com Argentina, Noruega e Polônia. Portugal está previsto para 12 de novembro, e o restante de África, Américas, Ásia, Caribe, Europa e Oriente Médio será incluído em lotes até dezembro.
“Para muitas pessoas, os audiolivros são o caminho de volta à leitura, no trajeto para o trabalho, numa caminhada ou no fim de um dia longo”, afirmou Owen Smith, chefe global de audiolivros do Spotify, no comunicado (em tradução livre). Segundo ele, a expansão permite que “autores e editoras alcancem leitores que nunca conseguiram alcançar antes”.
Até agora, o Spotify não tinha uma categoria própria de audiolivros no Brasil. Em 2021, a empresa chegou a fechar uma integração com a Storytel, e alguns conteúdos em áudio apareciam misturados à seção de podcasts. A chegada coloca o aplicativo na disputa com serviços que já atuam no país, como Audible, da Amazon, Ubook e Tocalivros.
O formato cresce no mercado editorial brasileiro, tema que tratamos ao mostrar como as editoras ampliam catálogos de audiolivros no Brasil. A pesquisa Conteúdo Digital do Setor Editorial Brasileiro, da Câmara Brasileira do Livro com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros e a Nielsen BookData, aponta que a receita das editoras com conteúdo digital cresceu 5,5% acima da inflação em 2025, e a parte que vem de assinaturas subiu 34% em termos reais. O digital ainda representa cerca de 9% do faturamento do setor.
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