O 6º Festival Literário Internacional de Itabira (Flitabira) acontece de 29 de outubro a 1º de novembro na cidade natal de Carlos Drummond de Andrade, em Minas Gerais, com toda a programação gratuita. A edição celebra os 75 anos de Claro enigma, livro de Drummond publicado em 1951, e tem como tema “A máquina do mundo em nós”.
O festival ocupa o Teatro da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade e o entorno, no Centro de Itabira, com mesas, palestras, conversas e encontros com escritores, pesquisadores e artistas a cada hora, de quinta a domingo. A organização é da Associação Cultural Sempre Um Papo, de Afonso Borges, e o evento é financiado pela Lei Rouanet.
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Entre os convidados confirmados estão o escritor e músico José Miguel Wisnik, a escritora Conceição Evaristo, a poeta e ensaísta Maria Esther Maciel, a psicóloga e escritora Geni Núñez e o sociólogo e escritor Sérgio Abranches. Em 31 de outubro, dia do aniversário de Drummond, o jornalista Pedro Bial faz uma leitura de poemas do autor. A programação inclui ainda a estreia nacional do espetáculo Claro Enigma, do Grupo de Dança Primeiro Ato, com direção de Suely Machado e idealização de Pedro Drummond, neto do poeta.
A presença de Wisnik tem relação direta com o tema. Ele é autor de Maquinação do mundo: Drummond e a mineração, ensaio que lê a poesia de Drummond à luz da exploração de minério de ferro em Itabira, atividade que transformou a paisagem da cidade ao longo do século 20.
Claro enigma marcou uma virada na obra do poeta. Depois de Sentimento do mundo (1940) e A rosa do povo (1945), livros de forte engajamento social, Drummond voltou-se para formas clássicas, como o soneto, e para temas como a memória, a família e o tempo. É desse livro o poema “A máquina do mundo”, considerado um dos pontos altos da poesia brasileira e que dá nome ao tema do festival.
Escritores de todo o país também podem participar. A Central de Autógrafos está aberta a autores de qualquer lugar do Brasil, mediante inscrição prévia e gratuita, inclusive para quem publica por editoras tradicionais. O autor lança e vende o livro diretamente ao público, sem pagar taxa nem comissão ao festival. Nas edições anteriores, a única contrapartida pedida foi a doação de dois exemplares da obra, repassados às bibliotecas da cidade.
A agenda do 6º Flitabira inclui ainda leituras, lançamentos e sessões de autógrafos com escritores brasileiros e estrangeiros.
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