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Antologia reúne 50 poetas em homenagem aos 50 anos de Alucinação, de Belchior

Editora Quelônio abre pré-venda de antologia com 50 poemas inéditos inspirados em Belchior; lançamento em Fortaleza em 24/10.

Livro Alucinação Belchior, antologia com 50 poemas inspirados no compositor, mostrado ao lado de uma edição com capa alternativa.
Alucinação Belchior reúne 50 poemas inéditos de autores de várias regiões do país em homenagem aos 50 anos do disco Alucinação e aos 80 anos de nascimento de Belchior. Divulgação/Editora Quelônio.

A editora Quelônio abriu a pré-venda de Alucinação Belchior, antologia com 50 poemas inéditos inspirados no compositor. O livro, que tem o subtítulo 50 poetas, 50 poemas, 50 anos, marca o cinquentenário do disco Alucinação (1976) e os 80 anos que Belchior completaria em 26 de outubro. A organização é dos poetas Alexandre Barbalho e Paulo Fraga-Queiroz.

O lançamento presencial será em Fortaleza, no sábado, 24 de outubro, às 17h, na Praça do MIS (Museu da Imagem e do Som do Ceará), com show de Vannick Belchior, cantora e filha caçula do compositor.

Os autores são poetas, letristas, músicos e compositores de várias regiões do país, 25 homens e 25 mulheres. O livro traz ainda ensaios, ilustrações, orelha do escritor Lira Neto, posfácio do ensaísta Davi Pessoa e um texto de Vannick Belchior.

A antologia imita a estrutura de um LP e se divide em dois lados. A primeira parte, “Alucinação”, reúne poemas que dialogam com faixas do álbum de 1976 ou com o disco inteiro. A segunda, “Belchior”, traz textos sobre o homem e o artista.

Na loja virtual da editora, o livro sai por R$ 76,80 na pré-venda (o preço cheio é R$ 96). A disponibilidade está prevista para 30 de outubro, e o envio dos exemplares começa em 3 de novembro.

Sobre Alucinação, de Belchior

Alucinação foi lançado em junho de 1976 pela gravadora Philips, da PolyGram, com produção de Marco Mazzola. É o disco de “Apenas um Rapaz Latino-Americano”, “Velha Roupa Colorida”, “Como Nossos Pais”, “Sujeito de Sorte” e “A Palo Seco”. “Como Nossos Pais” ganhou alcance ainda maior na voz de Elis Regina, que a gravou no mesmo ano.

A relação de Belchior com a poesia vem de antes da música. Nascido em Sobral (CE), em 1946, ele foi repentista na infância, viveu três anos num convento de frades capuchinhos, onde estudou latim e italiano, e cursou Medicina em Fortaleza até o quarto ano, quando largou a faculdade, em 1971, para seguir carreira. Belchior morreu em 30 de abril de 2017, em Santa Cruz do Sul (RS), aos 70 anos.

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