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Pedro Almodóvar lança seu primeiro romance, e a Companhia das Letras promete edição brasileira

Primeiro romance de Pedro Almodóvar sai na Espanha em 29 de outubro; Companhia das Letras comprou os direitos e prevê edição brasileira no próximo ano.

Montagem. À esquerda, a capa rosa-choque de El hombre que solo escribía en los aviones, de Pedro Almodóvar, com a silhueta de um homem formada por uma colagem de etiquetas de bagagem de aeroportos. À direita, Almodóvar, de cabelo e barba brancos e paletó preto, sorri segurando o troféu do Leão de Ouro. Ampliar a imagem de destaque
Pedro Almodóvar com o Leão de Ouro em Veneza, em 2024, e a capa de seu primeiro romance. Imagens: Divulgação/Reservoir Books e Harald Krichel (CC BY-SA 4.0, adaptada)

O cineasta espanhol Pedro Almodóvar lança no fim de outubro El hombre que solo escribía en los aviones (O homem que só escrevia em aviões, em tradução livre), apresentado por sua editora como o primeiro romance do diretor. A edição espanhola, do selo Reservoir Books, chega às livrarias em 29 de outubro. No Brasil, a Companhia das Letras comprou os direitos de tradução e prevê publicar o livro no próximo ano, segundo a coluna de Walter Porto na Folha de S.Paulo.

A data brasileira, o tradutor e o título definitivo em português ainda não foram divulgados.

O que já sabemos sobre o livro

O protagonista é Flavio Guijarro, um homem que, nas palavras da sinopse da editora, “passou metade da vida se reinventando” (em tradução livre). Ator de carreira irregular, ele descobre tarde a vontade de escrever durante uma viagem de divulgação, a 10 mil metros de altura. A partir daí, enfrenta bloqueios criativos que o impedem de terminar os próprios textos, descobre um talento inesperado como preparador de atores e vive um romance com “o ator mais bem-sucedido do momento”.

O anúncio da Reservoir Books foi feito em junho e noticiado pelo El Cultural. A editora descreve o livro como “livresco e apaixonado” e diz que ele percorre “caminhos pouco transitados no mundo da ficção”. Os temas, segundo a sinopse, são a identidade, o desejo e a criação artística, com a tensão entre vocação e frustração que aparece em vários filmes do diretor, como Dor e Glória (2019), protagonizado por um cineasta em crise.

O romance sai três anos depois de O último sonho, coletânea de doze contos que Almodóvar publicou na Espanha em 2023. A edição brasileira da Companhia das Letras, com tradução de Miguel Del Castillo, saiu em julho de 2024. A editora descreve o volume como um “autorretrato único” do cineasta, que mistura ficção e memória.

Antes disso, os leitores brasileiros já conheciam o Almodóvar escritor por Patty Diphusa, textos que ele publicou nos anos 1980 como colunas na revista madrilenha La Luna de Madrid, narrados por uma estrela de filmes adultos que resolve escrever suas memórias. Em 2023, esses textos e a narrativa curta Fogo nas entranhas foram reunidos num só volume pelo selo Tusquets, da Editora Planeta, com tradução de Eric Nepomuceno.

Almodóvar, de 77 anos, é o diretor de Tudo Sobre Minha Mãe (1999), vencedor do Oscar de filme estrangeiro, e de Fale com Ela (2002), que lhe deu o Oscar de roteiro original. Seu filme mais recente, Amarga Navidad, integrou a seleção oficial do Festival de Cannes deste ano.

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Sobre quem escreveu

Fundador e editor do Literatura Online. Graduado em Letras (Português/Inglês) pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), com TCC dedicado à obra de Paulo Leminski e um ano de especialização em Teoria da Literatura. Sua maior área de interesse é a poesia brasileira, com ênfase nos poetas do Romantismo e do Modernismo. Escreve análises de poemas e obras literárias para estudantes do ensino médio, universitários de Letras e leitores apaixonados por literatura.

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