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“Meus Mortos Tristes”, série baseada em contos de Mariana Enriquez, estreia na Netflix

Montagem com a capa do livro Um lugar ensolarado para gente sombria, de Mariana Enriquez, à esquerda, e uma imagem promocional da série Meus Mortos Tristes à direita.
Capa de Um lugar ensolarado para gente sombria, de Mariana Enriquez, ao lado de imagem promocional da série Meus Mortos Tristes. Propriedade: Intrínseca (capa do livro) e Netflix (imagem da série). Divulgação.

Meus Mortos Tristes, minissérie baseada em contos da escritora argentina Mariana Enriquez, estreou nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, na Netflix. Dirigida pelo cineasta chileno Pablo Larraín, a produção tem quatro episódios e está disponível no Brasil com classificação A16.

A história acompanha Ema, uma médica recém-aposentada que vê os mortos. Enquanto enfrenta o luto pela mãe, ela recebe a irmã, o cunhado e a sobrinha Julie. A chegada da jovem e o assassinato de três adolescentes em Piedrabuena, na região metropolitana de Buenos Aires, desencadeiam um fenômeno que altera a relação entre vivos e mortos no bairro.

Mercedes Morán interpreta Ema. Dolores Fonzi e Alejandra Flechner também encabeçam o elenco, que inclui Carolina Álvarez, Carlos Portaluppi, Luz Jiménez e Germán de Silva. Os quatro capítulos têm 56, 50, 47 e 48 minutos, respectivamente, segundo a página brasileira da série na Netflix.

Quatro contos formam uma narrativa

A minissérie não adapta cada conto separadamente. O enredo parte de “Meus mortos tristes” e incorpora personagens, passagens e ideias de “Julie”, “Um lugar ensolarado para gente sombria” e “Quando falávamos com os mortos”. Mariana Enriquez participou da adaptação com Pablo Larraín, Guillermo Calderón e Anastasia Ayazi.

Antes da estreia no streaming, a obra teve sua primeira exibição mundial na competição oficial do 74º Festival Internacional de Cinema de San Sebastián, na Espanha. Na ocasião, os quatro episódios foram apresentados em sequência, como um longa-metragem de 187 minutos. A produção é da Fabula.

A participação de Enriquez no desenvolvimento aproxima a série do universo de seus contos, mas não transforma a produção em uma transposição literal. A própria estrutura reúne histórias que originalmente existem de modo independente e cria novas relações entre suas personagens.

O livro de Mariana Enriquez no Brasil

O conto que dá nome à série integra Um lugar ensolarado para gente sombria. Publicado originalmente em espanhol em 2024, o livro chegou ao Brasil em 2026 pela Intrínseca, com tradução de Elisa Menezes. “Julie” e “Um lugar ensolarado para gente sombria” também fazem parte da coletânea.

Já “Quando falávamos com os mortos” é outra história usada na composição da minissérie. A adaptação, portanto, oferece um caminho para leitores compararem como temas, personagens e ambientes da ficção de Enriquez foram reorganizados para a televisão.

Informações sobre disponibilidade e episódios podem mudar no catálogo. Antes de assistir, consulte a ficha atual de Meus Mortos Tristes na Netflix. Para acompanhar outra adaptação literária anunciada pela plataforma, leia também a notícia sobre a adaptação de Happy Place, de Emily Henry.

Fontes consultadas

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