A primeira edição de “Frankenstein”, o icônico romance de horror de Mary Shelley, atingiu um valor surpreendente de US$ 843,750 (R$ 4,7 milhões, em conversão direta) em um leilão recente. A venda foi realizada pela Heritage Auctions.
1ª edição de Frankenstein leiloada por US$ 843,750
No dia 27 de junho, a Heritage Auctions conduziu uma venda de livros raros e manuscritos da biblioteca de William A. Strutz.
Entre os itens leiloados, a estrela foi a primeira edição de 1818 de “Frankenstein: ou, O Moderno Prometeu”, publicada anonimamente em três volumes com bordas rosas. Esta edição é a única conhecida em mãos privadas, com as outras duas exemplares localizados na New York Public Library.
Imagem: Heirage Auctions, HA.com
A edição leiloada se destaca pela condição original, incluindo títulos e anúncios, com rótulos impressos nas lombadas.
Os volumes, marcados com a data de 1816, foram acompanhados por um estojo de couro completo. O histórico de propriedade do livro foi rastreado desde a Sra. G. Adams em 1818 até sua aquisição por Strutz em 1975.
Por que ainda ler Frankenstein em 2024?
“Frankenstein” de Mary Shelley, publicado há mais de dois séculos, permanece um marco na literatura de horror e continua a ser relevante em 2024.
A obra explora a criação de vida por meio de experimentos científicos e seus dilemas éticos e morais. Victor Frankenstein, o protagonista, cria uma criatura inteligente que busca aceitação e identidade, enquanto lida com a rejeição de seu próprio criador.
O romance mistura elementos do gótico e do romantismo, e seu impacto cultural é inegável, gerando inúmeras adaptações em filmes, peças e outras mídias. O subtítulo, “O Moderno Prometeu”, faz referência ao mito grego de Prometeu, enfatizando a ambição desmedida e suas consequentes punições.
A história de “Frankenstein” levanta questões filosóficas sobre a responsabilidade científica e o poder do conhecimento, tornando-a uma leitura vital e reflexiva para tempos modernos.