{"id":47,"count":111,"description":"Ant\u00f4nio Frederico de Castro Alves nasceu em 14 de mar\u00e7o de 1847, em Cachoeira, munic\u00edpio da Bahia, e morreu em 6 de julho de 1871, em Salvador, com apenas 24 anos de idade, v\u00edtima de tuberculose. Conhecido como o \"Poeta dos Escravos\", dedicou grande parte de sua obra po\u00e9tica \u00e0 defesa do fim da escravid\u00e3o e da implementa\u00e7\u00e3o do republicanismo. Fez parte da Terceira Gera\u00e7\u00e3o do Romantismo, conhecida como a Gera\u00e7\u00e3o Condoreira, gera\u00e7\u00e3o que fez uso da poesia como instrumento de den\u00fancia \u00e0s injusti\u00e7as sociais do Brasil Imp\u00e9rio, especialmente \u00e0 escravid\u00e3o.\n\nUm de seus poemas mais famosos \u00e9 justamente\u00a0<a href=\"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/\/o-navio-de-negreiro-de-castro-alves\/\"><em>O Navio Negreiro<\/em><\/a>, poema que narra o horror da vis\u00e3o de um navio escravista, manchando a beleza dos mares e ostentando a bandeira do Brasil, terminando com um apelo pelo fim do tr\u00e1fico de escravizados. Por\u00e9m, tamb\u00e9m escreveu poemas apaixonados, dedicados \u00e0s in\u00fameras paix\u00f5es que teve ao longo da vida. Como <a href=\"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/\/aquela-mao-de-castro-alves\/\"><em>Aquela M\u00e3o<\/em><\/a>, <a href=\"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/\/dalila-de-castro-alves\/\">Dalila<\/a>, <a href=\"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/\/adormecida-de-castro-alves\/\">Adormecida<\/a> e <a href=\"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/\/a-duas-flores-de-castro-alves\/\">A Duas Flores<\/a>. Poeta de realmente muitas paix\u00f5es: de um envolvimento profundo como amante da atriz portuguesa <a href=\"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/\/a-eugenia-camara-de-castro-alves\/\">Eug\u00eania C\u00e2mara<\/a> \u00e0 professora de piano de sua <a href=\"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/\/a-minha-irma-adelaide-de-castro-alves\/\">irm\u00e3<\/a>, pra quem dedicou diversos poemas, como <a href=\"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/\/consuelo-de-castro-alves\/\">Consuelo<\/a>, embora n\u00e3o tenha tido o amor correspondido.\n\nImposs\u00edvel n\u00e3o lembrar de seu tr\u00e1gico acidente: amargurado pelo t\u00e9rmino com Eug\u00eania C\u00e2mara, foi ca\u00e7ar com um amigo e, pulando uma vala, disparou uma bala enferrujada de sua espingarda no pr\u00f3prio p\u00e9. Pela tuberculose, precisou amputar a perna sem anestesia. Morreria um ano depois, por complica\u00e7\u00f5es da tuberculose e da sa\u00fade fragilizada.\n\nMorreu jovem, mas deixou um legado eterno. Jorge Amado, em\u00a0<em>ABC de Castro Alves,\u00a0<\/em>diz que ele \"<em>foi o mais belo espet\u00e1culo de juventude e de g\u00eanio que os c\u00e9us da Am\u00e9rica presenciaram<\/em>\". Estreou na poesia com\u00a0<a href=\"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/\/destruicao-de-jerusalem-de-castro-alves\/\"><em>A Destrui\u00e7\u00e3o de Jerusal\u00e9m<\/em><\/a>, escrito quando ele tinha por volta de 15 anos, mas j\u00e1 de uma maturidade que desprendeu elogios da critica da \u00e9poca, e morreu sem completar\u00a0<em>Sauda\u00e7\u00e3o a Palmares,\u00a0<\/em>que viria a ser um poema \u00e9pico representando a luta dos escravos pela liberdade, com um tom bem diferente de\u00a0<em>A Cachoeira de Paulo Afonso,\u00a0<\/em>um tom de luta, combate, resist\u00eancia.\n\nN\u00e3o sobreviveu para ver a aboli\u00e7\u00e3o da escravatura em 1888, embora tenha tido participa\u00e7\u00e3o no processo.\u00a0 Tamb\u00e9m n\u00e3o sobreviveu para assistir \u00e0 proclama\u00e7\u00e3o da rep\u00fablica em 1889, embora tenha pregado pelas ruas pelo fim da Monarquia com seu amigo, Rui Barbosa. 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