{"id":4760,"date":"2026-10-26T21:13:04","date_gmt":"2026-10-27T00:13:04","guid":{"rendered":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/?p=4760"},"modified":"2026-10-26T20:41:24","modified_gmt":"2026-10-26T23:41:24","slug":"amar-perdidamente-florbela-espanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/amar-perdidamente-florbela-espanca\/","title":{"rendered":"Florbela Espanca deixa uma reflex\u00e3o sobre o direito de amar de novo: \u201cEu quero amar, amar perdidamente!\u201d"},"content":{"rendered":"<p>\u201cEu quero amar, amar perdidamente!\u201d \u00e9 o primeiro verso de \u201cAmar!\u201d, soneto da poeta portuguesa Florbela Espanca publicado em <em>Charneca em Flor<\/em>, livro que saiu em janeiro de 1931, um m\u00eas depois da morte da autora. Quem fala \u00e9 o eu l\u00edrico do poema, uma voz feminina que reivindica o direito de amar sem medida e sem pedir desculpas por isso.<\/p>\n<p>A reflex\u00e3o que o soneto prop\u00f5e \u00e9 que o amor n\u00e3o precisa ser \u00fanico nem eterno para ser verdadeiro. Para a voz do poema, cada vida tem a sua primavera, e quem j\u00e1 sofreu por amor tem todo o direito de amar de novo: perder-se, diz o \u00faltimo verso, pode ser o caminho para se encontrar.<\/p>\n<p>O soneto completo, na grafia da edi\u00e7\u00e3o de 1931 de <em>Charneca em Flor<\/em> (Coimbra, Livraria Gon\u00e7alves, p\u00e1gina 30), \u00e9 este:<\/p>\n<blockquote><p>Eu quero amar, amar perdidamente!<br \/>\nAmar s\u00f3 por amar: Aqui&#8230; al\u00e9m&#8230;<br \/>\nMais Este e Aquele, o Outro e toda a gente&#8230;<br \/>\nAmar! Amar! E n\u00e3o amar ninguem!<\/p>\n<p>Recordar? Esquecer? Indiferente!&#8230;<br \/>\nPrender ou desprender? \u00c9 mal? \u00c9 bem?<br \/>\nQuem disser que se pode amar alguem<br \/>\nDurante a vida inteira \u00e9 porque mente!<\/p>\n<p>H\u00e1 uma primavera em cada vida:<br \/>\n\u00c9 preciso canta-la assim florida,<br \/>\nPois se Deus nos deu voz, foi p&#8217;ra cantar!<\/p>\n<p>E se um dia hei de ser p\u00f3, cinza e nada<br \/>\nQue seja a minha noite uma alvorada,<br \/>\nQue me saiba perder&#8230; p&#8217;ra me encontrar.<\/p><\/blockquote>\n<h2>Onde o verso aparece<\/h2>\n<p>\u201cAmar!\u201d est\u00e1 em <em>Charneca em Flor<\/em>, o \u00faltimo livro preparado por Florbela Espanca. A poeta nasceu em Vila Vi\u00e7osa, no Alentejo, em 8 de dezembro de 1894, e morreu em Matosinhos, perto do Porto, exatamente no dia em que completava 36 anos, em 1930. Antes, tinha publicado o <em>Livro de M\u00e1goas<\/em> (1919) e o <em>Livro de S\u00f3ror Saudade<\/em> (1923), que tiveram pouca repercuss\u00e3o em vida.<\/p>\n<p><em>Charneca em Flor<\/em> foi organizado para publica\u00e7\u00e3o pelo professor italiano Guido Battelli, admirador da poeta, que lecionava em Coimbra. O livro re\u00fane sonetos mais sensuais que os anteriores, nos quais a mulher deixa de apenas lamentar o amor perdido e passa a desejar, escolher e afirmar o pr\u00f3prio corpo.<\/p>\n<p>No poema, os dois quartetos s\u00e3o uma declara\u00e7\u00e3o de liberdade. A voz amaria \u201cEste e Aquele, o Outro e toda a gente\u201d, e as perguntas do segundo quarteto (recordar ou esquecer? prender ou soltar?) recebem uma resposta seca: \u201cIndiferente!\u201d. Os dois tercetos mudam de tom. Falam da primavera que existe em cada vida e, por fim, da morte, que a voz do poema espera transformar em \u201calvorada\u201d.<\/p>\n<h2>O sentido do verso<\/h2>\n<p>\u201cAmar perdidamente\u201d quer dizer amar com entrega total, sem c\u00e1lculo e sem garantias. Mas o soneto vai al\u00e9m da paix\u00e3o por uma pessoa. O amor de que ele fala \u00e9 uma forma de estar no mundo: amar \u201cs\u00f3 por amar\u201d, amar todos e, por isso mesmo, n\u00e3o pertencer a ningu\u00e9m.<\/p>\n<p>Em 1931, era uma afirma\u00e7\u00e3o ousada para uma mulher. Um estudo publicado na revista <a href=\"https:\/\/periodicos.fclar.unesp.br\/casa\/article\/view\/6104\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Cadernos de Semi\u00f3tica Aplicada<\/a>, da Unesp, analisa justamente a tens\u00e3o entre a forma tradicional do soneto, a mais cl\u00e1ssica da poesia em l\u00edngua portuguesa desde Cam\u00f5es, e o conte\u00fado transgressor do poema, ligado \u00e0 ideia de amor livre. Os versos \u201cQuem disser que se pode amar alguem \/ Durante a vida inteira \u00e9 porque mente!\u201d contrariam a promessa de amor eterno que a pr\u00f3pria tradi\u00e7\u00e3o do soneto amoroso costumava celebrar.<\/p>\n<p>O \u00faltimo verso fecha o c\u00edrculo. \u201cQue me saiba perder&#8230; p&#8217;ra me encontrar\u201d sugere que se entregar ao amor, mesmo com o risco de se perder, \u00e9 o que permite descobrir quem se \u00e9.<\/p>\n<h2>O que o verso diz a quem l\u00ea hoje<\/h2>\n<p>Muita gente sai de um fim de relacionamento com a sensa\u00e7\u00e3o de que o amor acabou para sempre, ou de que gostar de outra pessoa seria trair o que viveu antes. O soneto de Florbela oferece outra leitura: ter amado e deixado de amar n\u00e3o torna nenhum amor falso, e cada fase da vida pode ter a sua primavera. Recordar ou esquecer, para a voz do poema, importa menos do que continuar disposto a sentir.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 uma promessa de final feliz. A pr\u00f3pria vida de Florbela, marcada por casamentos desfeitos e perdas, mostra que amar perdidamente cobra um pre\u00e7o. O que o poema defende \u00e9 o direito de tentar, e de n\u00e3o pedir licen\u00e7a para isso. Que me saiba perder, diz ela, para me encontrar.<\/p>\n<h2>Por que o verso continua citado<\/h2>\n<p>\u201cEu quero amar, amar perdidamente!\u201d \u00e9 um dos versos mais conhecidos da poesia portuguesa do s\u00e9culo 20, repetido em antologias, aulas de literatura e redes sociais, muitas vezes sem o resto do soneto. Florbela tamb\u00e9m chegou ao p\u00fablico brasileiro pela m\u00fasica: Raimundo Fagner gravou poemas dela, como \u201cFanatismo\u201d, no disco <em>Traduzir-se<\/em>, de 1981.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Frase do dia: o soneto Amar!, de Florbela Espanca, e o direito de amar de novo.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4765,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1742,5],"tags":[1808,1807,1661],"class_list":["post-4760","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-frases","category-poemas","tag-charneca-em-flor","tag-florbela-espanca","tag-frase-do-dia"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.7 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Eu quero amar, amar perdidamente: o soneto de Florbela<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"\u201cEu quero amar, amar perdidamente!\u201d: o sentido do soneto Amar!, de Florbela Espanca, em Charneca em Flor (1931), e o que ele diz a quem ama de novo.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/amar-perdidamente-florbela-espanca\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Eu quero amar, amar perdidamente: o soneto de Florbela\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"\u201cEu quero amar, amar perdidamente!\u201d: o sentido do soneto Amar!, de Florbela Espanca, em Charneca em Flor (1931), e o que ele diz a quem ama de novo.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/amar-perdidamente-florbela-espanca\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Literatura Online\" \/>\n<meta property=\"article:author\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100043804593210\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2026-10-27T00:13:04+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/amar-perdidamente-florbela-espanca.webp\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1600\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"900\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/webp\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Alexandre Garcia Peres\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Alexandre Garcia Peres\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"5 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":[\"Article\",\"BlogPosting\"],\"@id\":\"https:\\\/\\\/literaturaonline.com.br\\\/blog\\\/amar-perdidamente-florbela-espanca\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/literaturaonline.com.br\\\/blog\\\/amar-perdidamente-florbela-espanca\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"Alexandre Garcia Peres\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/literaturaonline.com.br\\\/blog\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/c9a9c53a80bc6508d64423b712739c41\"},\"headline\":\"Florbela Espanca deixa uma reflex\u00e3o sobre o direito de amar de novo: \u201cEu quero amar, amar perdidamente!\u201d\",\"datePublished\":\"2026-10-27T00:13:04+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/literaturaonline.com.br\\\/blog\\\/amar-perdidamente-florbela-espanca\\\/\"},\"wordCount\":821,\"commentCount\":0,\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/literaturaonline.com.br\\\/blog\\\/amar-perdidamente-florbela-espanca\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/literaturaonline.com.br\\\/blog\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/10\\\/amar-perdidamente-florbela-espanca.webp\",\"keywords\":[\"Charneca em Flor\",\"Florbela Espanca\",\"Frase do dia\"],\"articleSection\":[\"Frases\",\"Poemas\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/literaturaonline.com.br\\\/blog\\\/amar-perdidamente-florbela-espanca\\\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/literaturaonline.com.br\\\/blog\\\/amar-perdidamente-florbela-espanca\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/literaturaonline.com.br\\\/blog\\\/amar-perdidamente-florbela-espanca\\\/\",\"name\":\"Eu quero amar, amar perdidamente: o soneto de Florbela\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/literaturaonline.com.br\\\/blog\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/literaturaonline.com.br\\\/blog\\\/amar-perdidamente-florbela-espanca\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/literaturaonline.com.br\\\/blog\\\/amar-perdidamente-florbela-espanca\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/literaturaonline.com.br\\\/blog\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/10\\\/amar-perdidamente-florbela-espanca.webp\",\"datePublished\":\"2026-10-27T00:13:04+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/literaturaonline.com.br\\\/blog\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/c9a9c53a80bc6508d64423b712739c41\"},\"description\":\"\u201cEu quero amar, amar perdidamente!\u201d: o sentido do soneto Amar!, de Florbela Espanca, em Charneca em Flor (1931), e o que ele diz a quem ama de novo.\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/literaturaonline.com.br\\\/blog\\\/amar-perdidamente-florbela-espanca\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/literaturaonline.com.br\\\/blog\\\/amar-perdidamente-florbela-espanca\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/literaturaonline.com.br\\\/blog\\\/amar-perdidamente-florbela-espanca\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/literaturaonline.com.br\\\/blog\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/10\\\/amar-perdidamente-florbela-espanca.webp\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/literaturaonline.com.br\\\/blog\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/10\\\/amar-perdidamente-florbela-espanca.webp\",\"width\":1600,\"height\":900,\"caption\":\"Florbela Espanca, autora do soneto \u201cAmar!\u201d, do verso \u201cEu quero amar, amar perdidamente!\u201d. Foto: autor desconhecido\\\/Wikimedia Commons\"},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/literaturaonline.com.br\\\/blog\\\/amar-perdidamente-florbela-espanca\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\\\/\\\/literaturaonline.com.br\\\/blog\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Florbela Espanca deixa uma reflex\u00e3o sobre o direito de amar de novo: \u201cEu quero amar, amar perdidamente!\u201d\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/literaturaonline.com.br\\\/blog\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/literaturaonline.com.br\\\/blog\\\/\",\"name\":\"Literatura Online\",\"description\":\"Not\u00edcias liter\u00e1rias e an\u00e1lises de obras\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/literaturaonline.com.br\\\/blog\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/literaturaonline.com.br\\\/#organization\"}},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/literaturaonline.com.br\\\/blog\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/c9a9c53a80bc6508d64423b712739c41\",\"name\":\"Alexandre Garcia Peres\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/literaturaonline.com.br\\\/blog\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2023\\\/04\\\/cropped-cropped-Alexandre-Garcia-Peres-96x96.jpeg\",\"url\":\"https:\\\/\\\/literaturaonline.com.br\\\/blog\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2023\\\/04\\\/cropped-cropped-Alexandre-Garcia-Peres-96x96.jpeg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/literaturaonline.com.br\\\/blog\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2023\\\/04\\\/cropped-cropped-Alexandre-Garcia-Peres-96x96.jpeg\",\"caption\":\"Alexandre Garcia Peres\"},\"description\":\"Fundador e editor do Literatura Online. Graduado em Letras (Portugu\u00eas\\\/Ingl\u00eas) pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Paran\u00e1 (PUCPR), com TCC dedicado \u00e0 obra de Paulo Leminski e um ano de especializa\u00e7\u00e3o em Teoria da Literatura. Sua maior \u00e1rea de interesse \u00e9 a poesia brasileira, com \u00eanfase nos poetas do Romantismo e do Modernismo. Escreve an\u00e1lises de poemas e obras liter\u00e1rias para estudantes do ensino m\u00e9dio, universit\u00e1rios de Letras e leitores apaixonados por literatura.\",\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/literaturaonline.com.br\\\/blog\",\"https:\\\/\\\/www.facebook.com\\\/profile.php?id=100043804593210\",\"https:\\\/\\\/www.instagram.com\\\/alex_ndregp\\\/\",\"https:\\\/\\\/www.linkedin.com\\\/in\\\/alexandre-garcia-peres-5545651b8\\\/\"],\"url\":\"https:\\\/\\\/literaturaonline.com.br\\\/blog\\\/author\\\/alexandre\\\/\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/literaturaonline.com.br\\\/#organization\",\"name\":\"Literatura Online\",\"url\":\"https:\\\/\\\/literaturaonline.com.br\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/literaturaonline.com.br\\\/#logo\",\"url\":\"https:\\\/\\\/literaturaonline.com.br\\\/favicon.png\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/literaturaonline.com.br\\\/favicon.png\",\"width\":192,\"height\":192,\"caption\":\"Literatura Online\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/literaturaonline.com.br\\\/#logo\"}}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Eu quero amar, amar perdidamente: o soneto de Florbela","description":"\u201cEu quero amar, amar perdidamente!\u201d: o sentido do soneto Amar!, de Florbela Espanca, em Charneca em Flor (1931), e o que ele diz a quem ama de novo.","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/amar-perdidamente-florbela-espanca\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Eu quero amar, amar perdidamente: o soneto de Florbela","og_description":"\u201cEu quero amar, amar perdidamente!\u201d: o sentido do soneto Amar!, de Florbela Espanca, em Charneca em Flor (1931), e o que ele diz a quem ama de novo.","og_url":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/amar-perdidamente-florbela-espanca\/","og_site_name":"Literatura Online","article_author":"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100043804593210","article_published_time":"2026-10-27T00:13:04+00:00","og_image":[{"width":1600,"height":900,"url":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/amar-perdidamente-florbela-espanca.webp","type":"image\/webp"}],"author":"Alexandre Garcia Peres","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Alexandre Garcia Peres","Est. tempo de leitura":"5 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":["Article","BlogPosting"],"@id":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/amar-perdidamente-florbela-espanca\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/amar-perdidamente-florbela-espanca\/"},"author":{"name":"Alexandre Garcia Peres","@id":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/c9a9c53a80bc6508d64423b712739c41"},"headline":"Florbela Espanca deixa uma reflex\u00e3o sobre o direito de amar de novo: \u201cEu quero amar, amar perdidamente!\u201d","datePublished":"2026-10-27T00:13:04+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/amar-perdidamente-florbela-espanca\/"},"wordCount":821,"commentCount":0,"image":{"@id":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/amar-perdidamente-florbela-espanca\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/amar-perdidamente-florbela-espanca.webp","keywords":["Charneca em Flor","Florbela Espanca","Frase do dia"],"articleSection":["Frases","Poemas"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/amar-perdidamente-florbela-espanca\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/amar-perdidamente-florbela-espanca\/","url":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/amar-perdidamente-florbela-espanca\/","name":"Eu quero amar, amar perdidamente: o soneto de Florbela","isPartOf":{"@id":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/amar-perdidamente-florbela-espanca\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/amar-perdidamente-florbela-espanca\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/amar-perdidamente-florbela-espanca.webp","datePublished":"2026-10-27T00:13:04+00:00","author":{"@id":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/c9a9c53a80bc6508d64423b712739c41"},"description":"\u201cEu quero amar, amar perdidamente!\u201d: o sentido do soneto Amar!, de Florbela Espanca, em Charneca em Flor (1931), e o que ele diz a quem ama de novo.","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/amar-perdidamente-florbela-espanca\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/amar-perdidamente-florbela-espanca\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/amar-perdidamente-florbela-espanca\/#primaryimage","url":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/amar-perdidamente-florbela-espanca.webp","contentUrl":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/amar-perdidamente-florbela-espanca.webp","width":1600,"height":900,"caption":"Florbela Espanca, autora do soneto \u201cAmar!\u201d, do verso \u201cEu quero amar, amar perdidamente!\u201d. Foto: autor desconhecido\/Wikimedia Commons"},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/amar-perdidamente-florbela-espanca\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Florbela Espanca deixa uma reflex\u00e3o sobre o direito de amar de novo: \u201cEu quero amar, amar perdidamente!\u201d"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/#website","url":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/","name":"Literatura Online","description":"Not\u00edcias liter\u00e1rias e an\u00e1lises de obras","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR","publisher":{"@id":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/#organization"}},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/c9a9c53a80bc6508d64423b712739c41","name":"Alexandre Garcia Peres","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/cropped-cropped-Alexandre-Garcia-Peres-96x96.jpeg","url":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/cropped-cropped-Alexandre-Garcia-Peres-96x96.jpeg","contentUrl":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/cropped-cropped-Alexandre-Garcia-Peres-96x96.jpeg","caption":"Alexandre Garcia Peres"},"description":"Fundador e editor do Literatura Online. Graduado em Letras (Portugu\u00eas\/Ingl\u00eas) pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Paran\u00e1 (PUCPR), com TCC dedicado \u00e0 obra de Paulo Leminski e um ano de especializa\u00e7\u00e3o em Teoria da Literatura. Sua maior \u00e1rea de interesse \u00e9 a poesia brasileira, com \u00eanfase nos poetas do Romantismo e do Modernismo. Escreve an\u00e1lises de poemas e obras liter\u00e1rias para estudantes do ensino m\u00e9dio, universit\u00e1rios de Letras e leitores apaixonados por literatura.","sameAs":["https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog","https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100043804593210","https:\/\/www.instagram.com\/alex_ndregp\/","https:\/\/www.linkedin.com\/in\/alexandre-garcia-peres-5545651b8\/"],"url":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/author\/alexandre\/"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/#organization","name":"Literatura Online","url":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/","logo":{"@type":"ImageObject","@id":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/#logo","url":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/favicon.png","contentUrl":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/favicon.png","width":192,"height":192,"caption":"Literatura Online"},"image":{"@id":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/#logo"}}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4760","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4760"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4760\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4766,"href":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4760\/revisions\/4766"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4765"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4760"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4760"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4760"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}