{"id":4657,"date":"2026-10-21T00:49:50","date_gmt":"2026-10-21T03:49:50","guid":{"rendered":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/?p=4657"},"modified":"2026-10-21T00:15:31","modified_gmt":"2026-10-21T03:15:31","slug":"arthur-rimbaud-poesia-africa-armas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/arthur-rimbaud-poesia-africa-armas\/","title":{"rendered":"Arthur Rimbaud largou a poesia aos 20 anos e foi vender armas na Eti\u00f3pia: o que se sabe sobre esse sil\u00eancio"},"content":{"rendered":"<p>Arthur Rimbaud, nascido em 20 de outubro de 1854 em Charleville, no nordeste da Fran\u00e7a, escreveu toda a obra que o tornou um dos poetas mais influentes da literatura moderna entre os 15 e os 20 anos. Depois disso, parou. <strong>O \u00faltimo texto em versos conhecido dele est\u00e1 numa carta de 14 de outubro de 1875<\/strong>, seis dias antes de completar 21 anos. Passou os 16 anos seguintes longe da literatura, a maior parte deles como comerciante de caf\u00e9, peles e armas em \u00c1den (hoje no I\u00eamen) e em Harar (hoje na Eti\u00f3pia).<\/p>\n<p>O que se sabe sobre o motivo \u00e9 pouco, e vem de testemunhas, n\u00e3o dele. Rimbaud nunca escreveu uma explica\u00e7\u00e3o. A resposta mais citada foi registrada pelo amigo de inf\u00e2ncia Ernest Delahaye, que o visitou em 1879 na fazenda da fam\u00edlia, em Roche, e perguntou de repente: &#8220;Mas a literatura?&#8221;. Rimbaud ficou vermelho e respondeu seco: <strong>&#8220;N\u00e3o penso mais nisso&#8221;<\/strong> (em tradu\u00e7\u00e3o livre; no original, &#8220;Je ne pense plus \u00e0 \u00e7a&#8221;).<\/p>\n<p>O resto (fracasso editorial, ruptura com Paul Verlaine, vontade de partir) \u00e9 hip\u00f3tese de bi\u00f3grafos e leitores. Rimbaud morreu em Marselha em 10 de novembro de 1891, aos 37 anos, depois de amputar a perna direita.<\/p>\n<h2>A obra escrita antes dos 21 anos<\/h2>\n<figure id=\"attachment_4665\" aria-describedby=\"caption-attachment-4665\" style=\"width: 1600px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-4665\" src=\"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/arthur-rimbaud-jovem.webp\" alt=\"Fotografia antiga, em tons de cinza e bege, de Arthur Rimbaud menino, de frente. Ele tem cabelo curto e penteado, express\u00e3o s\u00e9ria e usa palet\u00f3 escuro com camisa clara.\" width=\"1600\" height=\"900\" srcset=\"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/arthur-rimbaud-jovem.webp 1600w, https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/arthur-rimbaud-jovem-300x169.webp 300w, https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/arthur-rimbaud-jovem-1024x576.webp 1024w, https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/arthur-rimbaud-jovem-768x432.webp 768w, https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/arthur-rimbaud-jovem-1536x864.webp 1536w, https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/arthur-rimbaud-jovem-150x84.webp 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 1600px) 100vw, 1600px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4665\" class=\"wp-caption-text\">Rimbaud aos 11 anos, no dia da primeira comunh\u00e3o, em 1866. Foto: autor desconhecido\/Wikimedia Commons<\/figcaption><\/figure>\n<p>Aos 16 anos, Rimbaud j\u00e1 mandava poemas para escritores de Paris. Em maio de 1871, numa carta ao amigo Paul Demeny conhecida como &#8220;carta do vidente&#8221;, formulou o programa que marcaria sua poesia: o poeta deve se tornar &#8220;vidente&#8221; por meio de um longo &#8220;desregramento de todos os sentidos&#8221;, isto \u00e9, for\u00e7ar os limites da percep\u00e7\u00e3o para chegar a uma linguagem nova.<\/p>\n<p><em>O Barco B\u00eabado<\/em> (<em>Le Bateau ivre<\/em>), de 1871, \u00e9 o poema dessa fase mais conhecido. Em cem versos, um barco sem tripula\u00e7\u00e3o narra a pr\u00f3pria deriva pelos mares, entre vis\u00f5es de tempestades, monstros e &#8220;arquip\u00e9lagos siderais&#8221;. No fim, cansado, o barco confessa: &#8220;Sinto falta da Europa de antigos parapeitos&#8221; (em tradu\u00e7\u00e3o livre; no original, &#8220;Je regrette l&#8217;Europe aux anciens parapets&#8221;).<\/p>\n<p>Depois vieram os dois livros em prosa po\u00e9tica, que costumam ser ligados ao <a href=\"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/simbolismo-na-literatura\/\">simbolismo<\/a> e lidos como precursores da poesia moderna. <em>Uma Temporada no Inferno<\/em> (<em>Une saison en enfer<\/em>), datado pelo autor de &#8220;abril-agosto de 1873&#8221;, \u00e9 o \u00fanico livro que ele mesmo mandou imprimir, em Bruxelas, no fim de 1873. S\u00e3o nove partes em que um narrador acerta contas com a pr\u00f3pria juventude, a f\u00e9, o amor e a escrita; o texto completo em franc\u00eas est\u00e1 no <a href=\"https:\/\/fr.wikisource.org\/wiki\/Une_saison_en_enfer\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikisource<\/a>. <em>Ilumina\u00e7\u00f5es<\/em> (<em>Illuminations<\/em>), conjunto de poemas em prosa escritos entre 1873 e 1875, s\u00f3 foi publicado em 1886, na revista <em>La Vogue<\/em>, sem que o autor soubesse.<\/p>\n<h2>Verlaine e o tiro de Bruxelas<\/h2>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o com Paul Verlaine, dez anos mais velho, casado e j\u00e1 um poeta conhecido, come\u00e7ou em 1871 e foi feita de viagens, brigas e reconcilia\u00e7\u00f5es entre Paris, Londres e Bruxelas. Em <strong>10 de julho de 1873<\/strong>, num quarto de hotel em Bruxelas, Verlaine, b\u00eabado, atirou duas vezes com um rev\u00f3lver contra Rimbaud, que tinha anunciado que ia embora. Uma das balas feriu o pulso do mais jovem.<\/p>\n<p>Rimbaud retirou a queixa, mas Verlaine foi condenado em agosto de 1873 a dois anos de pris\u00e3o, cumpridos em Mons, na B\u00e9lgica. Muitos leitores veem na se\u00e7\u00e3o &#8220;Del\u00edrios I&#8221;, em que uma &#8220;Virgem louca&#8221; fala de seu &#8220;Esposo infernal&#8221;, um retrato do casal, embora o livro n\u00e3o nomeie ningu\u00e9m.<\/p>\n<h2>Por que Rimbaud parou de escrever<\/h2>\n<p>O testemunho mais pr\u00f3ximo de uma explica\u00e7\u00e3o \u00e9 o de Delahaye, publicado em 1923 no livro <a href=\"https:\/\/archive.org\/details\/rimbaudlartistee00delauoft\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Rimbaud, l&#8217;artiste et l&#8217;\u00eatre moral<\/em><\/a>. Ele conta que, depois de imprimir <em>Uma Temporada no Inferno<\/em> e enviar alguns exemplares a amigos, Rimbaud &#8220;se desinteressou imediatamente do resto&#8221; e partiu para a Inglaterra &#8220;com a resolu\u00e7\u00e3o de abandonar toda literatura e de exercer de outro modo a atividade de seu esp\u00edrito&#8221; (em tradu\u00e7\u00e3o livre). A cena de 1879, em Roche, com o &#8220;N\u00e3o penso mais nisso&#8221;, est\u00e1 numa nota do mesmo livro.<\/p>\n<p>H\u00e1 dois problemas nessa vers\u00e3o. O primeiro \u00e9 a data: Rimbaud continuou escrevendo depois de 1873, porque parte das <em>Ilumina\u00e7\u00f5es<\/em> \u00e9 de 1874 e 1875, e a carta a Delahaye de 14 de outubro de 1875 ainda traz um poema sat\u00edrico, &#8220;Sonho&#8221;. O segundo \u00e9 que Delahaye escreveu d\u00e9cadas depois, como amigo e admirador.<\/p>\n<p>As outras explica\u00e7\u00f5es correntes s\u00e3o dedu\u00e7\u00f5es. Uma lembra o fracasso material do livro de 1873: Rimbaud n\u00e3o pagou a gr\u00e1fica, a tiragem de cerca de 500 exemplares ficou quase toda no dep\u00f3sito e s\u00f3 foi redescoberta em 1901 pelo bibli\u00f3filo belga L\u00e9on Losseau. Outra liga o abandono ao fim traum\u00e1tico da rela\u00e7\u00e3o com Verlaine. Uma terceira l\u00ea em <em>Uma Temporada no Inferno<\/em> um an\u00fancio do que viria, como no trecho de &#8220;Mau sangue&#8221;: &#8220;Voltarei com membros de ferro, a pele escura, o olhar furioso&#8221; (em tradu\u00e7\u00e3o livre; no original, &#8220;Je reviendrai, avec des membres de fer, la peau sombre, l&#8217;\u0153il furieux&#8221;). Nenhuma dessas hip\u00f3teses tem confirma\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Rimbaud.<\/p>\n<h2>O comerciante de \u00c1den e Harar<\/h2>\n<figure id=\"attachment_4663\" aria-describedby=\"caption-attachment-4663\" style=\"width: 1600px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-4663\" src=\"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/arthur-rimbaud-na-etiopia.webp\" alt=\"Fotografia antiga e desgastada, em tons de s\u00e9pia, de Arthur Rimbaud adulto, de p\u00e9 ao lado de uma \u00e1rvore, com os bra\u00e7os cruzados. Ele veste terno claro e est\u00e1 cercado por folhagens densas, como folhas de bananeira.\" width=\"1600\" height=\"900\" srcset=\"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/arthur-rimbaud-na-etiopia.webp 1600w, https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/arthur-rimbaud-na-etiopia-300x169.webp 300w, https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/arthur-rimbaud-na-etiopia-1024x576.webp 1024w, https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/arthur-rimbaud-na-etiopia-768x432.webp 768w, https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/arthur-rimbaud-na-etiopia-1536x864.webp 1536w, https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/arthur-rimbaud-na-etiopia-150x84.webp 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 1600px) 100vw, 1600px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4663\" class=\"wp-caption-text\">Rimbaud em Harar, na atual Eti\u00f3pia, em 1883, quando trabalhava no com\u00e9rcio de caf\u00e9 e peles. Foto: Arthur Rimbaud (autorretrato)\/Biblioth\u00e8que nationale de France\/Wikimedia Commons<\/figcaption><\/figure>\n<p>A partir de 1875, Rimbaud viajou sem parar: alistou-se no ex\u00e9rcito colonial holand\u00eas em 1876 e desertou em Java, trabalhou como capataz de obras em Chipre em 1878 e 1880 e, em 1880, foi contratado em \u00c1den pela firma Mazeran, Viannay, Bardey e Cia., que exportava caf\u00e9. No fim daquele ano foi mandado para a filial de Harar, cidade murada no planalto et\u00edope, onde passou boa parte da d\u00e9cada seguinte no com\u00e9rcio de caf\u00e9 e peles.<\/p>\n<p>Em 1885 ele largou o emprego para tentar o neg\u00f3cio mais ambicioso da vida. &#8220;Chegam-me alguns milhares de fuzis da Europa. Vou formar uma caravana e levar essa mercadoria a Menelik, rei do Choa&#8221;, escreveu \u00e0 fam\u00edlia de \u00c1den em 22 de outubro de 1885 (em tradu\u00e7\u00e3o livre; no original, &#8220;Il me vient quelques milliers de fusils d&#8217;Europe. Je vais former une caravane, et porter cette marchandise \u00e0 M\u00e9n\u00e9lick, roi du Choa&#8221;). Em dezembro, explicou a conta: fuzis de pist\u00e3o aposentados havia 40 anos, comprados por 7 ou 8 francos na Europa e vendidos ao rei por uns 40 francos.<\/p>\n<p>A expedi\u00e7\u00e3o foi um desastre financeiro. O s\u00f3cio Pierre Labatut adoeceu e voltou \u00e0 Fran\u00e7a para morrer, o explorador Paul Soleillet, que levaria outra caravana junto, tamb\u00e9m morreu, e Rimbaud partiu sozinho. A caravana s\u00f3 chegou a Ankober em fevereiro de 1887, e Menelik, que anos depois seria imperador da Eti\u00f3pia, pagou bem menos que o combinado. Rimbaud voltou a \u00c1den em julho de 1887 com perda de cerca de 60% do capital.<\/p>\n<h2>O que dizem as cartas da \u00c1frica<\/h2>\n<p>As cartas enviadas da \u00c1frica \u00e0 m\u00e3e e \u00e0 irm\u00e3 falam de pre\u00e7os, neg\u00f3cios, encomendas de livros t\u00e9cnicos e projetos de viagem, nunca de poesia. Elas foram reunidas pela primeira vez em 1899 por Paterne Berrichon no volume <a href=\"https:\/\/archive.org\/details\/lettresdejeanar00berrgoog\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Lettres de Jean-Arthur Rimbaud: \u00c9gypte, Arabie, \u00c9thiopie<\/em><\/a>, hoje em dom\u00ednio p\u00fablico. A queixa mais famosa est\u00e1 numa carta de Harar de 4 de agosto de 1888:<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Eu me entedio muito, sempre; nunca conheci ningu\u00e9m que se entediasse tanto quanto eu.&#8221; (em tradu\u00e7\u00e3o livre; no original, &#8220;Je m&#8217;ennuie beaucoup, toujours; je n&#8217;ai m\u00eame jamais connu personne qui s&#8217;ennuy\u00e2t autant que moi.&#8221;)<\/p><\/blockquote>\n<p>Em fevereiro de 1891, ele contou \u00e0 m\u00e3e que sentia dores no joelho direito. Em abril, deixou Harar carregado numa maca at\u00e9 a costa e, em 20 de maio, chegou a Marselha, onde foi internado no hospital da Conception. <strong>A perna direita foi amputada no fim de maio de 1891<\/strong>. Em 10 de julho, j\u00e1 de muletas, escreveu \u00e0 irm\u00e3 Isabelle: &#8220;Onde est\u00e3o as corridas pelos montes, as cavalgadas, os passeios, os desertos, os rios e os mares? E agora a exist\u00eancia de aleijado!&#8221; (em tradu\u00e7\u00e3o livre; no original, &#8220;O\u00f9 sont les courses \u00e0 travers monts, les cavalcades, les promenades, les d\u00e9serts, les rivi\u00e8res et les mers ? Et, \u00e0 pr\u00e9sent, l&#8217;existence de cul-de-jatte !&#8221;).<\/p>\n<p>Depois de um m\u00eas com a fam\u00edlia em Roche, voltou a Marselha com Isabelle e morreu no hospital em 10 de novembro de 1891. Na v\u00e9spera, segundo a edi\u00e7\u00e3o de 1899, ditou uma carta \u00e0 companhia de navega\u00e7\u00e3o Messageries Maritimes pedindo para ser levado a bordo de um navio. Foi enterrado em Charleville. Em Paris, Verlaine j\u00e1 tinha feito dele, em 1884, um dos tr\u00eas nomes do ensaio <em>Os Poetas Malditos<\/em>.<\/p>\n<h2>Rimbaud em portugu\u00eas no Brasil<\/h2>\n<p>A tradu\u00e7\u00e3o mais completa \u00e9 a de Ivo Barroso para a editora Topbooks, em tr\u00eas volumes: <em>Poesia Completa<\/em>, edi\u00e7\u00e3o bil\u00edngue lan\u00e7ada em 1994; <em>Prosa Po\u00e9tica<\/em>, de 1998, que re\u00fane <em>Uma Estadia no Inferno<\/em> (t\u00edtulo escolhido pelo tradutor) e <em>Ilumina\u00e7\u00f5es<\/em> e rendeu a Barroso o Pr\u00eamio Jabuti; e <em>Correspond\u00eancia<\/em>, de 2009, com as cartas da \u00c1frica. L\u00eado Ivo tamb\u00e9m traduziu <em>Uma Temporada no Inferno e Ilumina\u00e7\u00f5es<\/em> para a Francisco Alves, e Paulo Hecker Filho assinou uma tradu\u00e7\u00e3o de <em>Uma Temporada no Inferno<\/em> pela L&amp;PM, segundo a bibliografia de um <a href=\"https:\/\/ojs.uel.br\/revistas\/uel\/index.php\/estacaoliteraria\/article\/view\/26054\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">estudo sobre Rimbaud publicado na revista <em>Esta\u00e7\u00e3o Liter\u00e1ria<\/em>, da Universidade Estadual de Londrina<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Arthur Rimbaud escreveu toda a obra antes dos 21 anos, abandonou a literatura e passou o resto da vida como comerciante em \u00c1den e Harar, onde chegou a vender fuzis a Menelik. O texto separa o que se sabe do que \u00e9 hip\u00f3tese sobre esse sil\u00eancio.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4664,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[1747,1748,1714,1749],"class_list":["post-4657","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-curiosidades","tag-arthur-rimbaud","tag-paul-verlaine","tag-simbolismo","tag-uma-temporada-no-inferno"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.7 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Arthur Rimbaud trocou a poesia pelo com\u00e9rcio na \u00c1frica<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Arthur Rimbaud parou de escrever aos 20 anos e virou comerciante em Harar. 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