{"id":2889,"date":"2024-07-05T13:00:18","date_gmt":"2024-07-05T16:00:18","guid":{"rendered":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/?p=2889"},"modified":"2026-05-23T19:04:43","modified_gmt":"2026-05-23T22:04:43","slug":"pesadelo-de-castro-alves-analise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/pesadelo-de-castro-alves-analise\/","title":{"rendered":"Pesadelo, de Castro Alves &#8211; An\u00e1lise"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;Pesadelo&#8221;, de <a href=\"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/poemas-de-castro-alves-lista-completa\/\">Castro Alves<\/a>, \u00e9 um <a href=\"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/melhores-livros-lord-byron-ranqueados\/\">longo poema narrativo e dram\u00e1tico<\/a> que se divide em cinco partes, contando uma hist\u00f3ria de amor, trai\u00e7\u00e3o, assassinato e loucura.<\/p>\n<p>A obra \u00e9 ambientada em uma atmosfera sombria e melanc\u00f3lica, explorando os aspectos mais profundos das emo\u00e7\u00f5es humanas e as consequ\u00eancias tr\u00e1gicas das paix\u00f5es desenfreadas.<\/p>\n<h2>Pesadelo, de Castro Alves<\/h2>\n<blockquote class=\"poem\">\n<p><strong>(POEMETO)<\/strong><\/p>\n<h3><strong>I. O RENDEZ-VOUS<\/strong><\/h3>\n<p>ERA UMA NOITE perfumada e l\u00e2nguida.<br \/>\nContava a brisa amores \u00e0 folhagem.<br \/>\nDa lua num olhar voluptuoso<br \/>\nEnvolvia-se c\u00e2ndida paisagem.<br \/>\nQuais l\u00e1grimas do c\u00e9u, brancos orvalhos<br \/>\nTrementes penduravam-se dos galhos.<\/p>\n<p>E as flores suspiravam molemente<br \/>\nDa brisa ao receber os doces beijos.<br \/>\nE o mar batia t\u00famido nas praias<br \/>\nQual seio de donzela a arfar desejos.<br \/>\nE nuvens l\u00e1 no c\u00e9u brancas passavam,<br \/>\nComo gar\u00e7as formosas que adejavam.<\/p>\n<p>Quebrando a solid\u00e3o long\u00ednquo canto<br \/>\nTrouxe a brisa de terno bandolim,<br \/>\nVoluptuoso, ardente e delicado,<br \/>\nComo d&#8217;harpa de et\u00e9reo serafim.<br \/>\nE o canto \u2014 todo amores \u2014 todo gozo \u2014<br \/>\nIa ecoando belo e languoroso.<\/p>\n<p>Era Joseph \u2014 o trovador ardente,<br \/>\nQue o sil\u00eancio da noite perturbava.<br \/>\nEra o bardo formoso, apaixonado<br \/>\nQue a Andaluza fogosa fascinava.<br \/>\nP\u00e1lido o rosto, negro o seu cabelo,<br \/>\nOlhar cheio de luz&#8230; Ele era belo.<\/p>\n<p>Depois calou-se a voz&#8230; Como essas fadas<br \/>\nQue \u00e0 noite, quando voa a fantasia,<br \/>\nVemos, sentimos belas, vaporosas,<br \/>\n\u2014 Anjos que o ideal somente cria; \u2014<br \/>\nTal ou mais linda, abrindo uma janela,<br \/>\nSurge uma virgem fascinante e bela.<\/p>\n<p>Era um rosto formoso de madona,<br \/>\nVoava-lhe a madeixa destran\u00e7ada.<br \/>\nE o seio que tremia, \u2014 pelas rendas<br \/>\nA lua olhava louca, apaixonada.<br \/>\nTinha um p\u00e9 que invejara uma crian\u00e7a.<br \/>\nBem feliz quem ao peito lhe descansa!&#8230;<\/p>\n<p>Depois uns l\u00e1bios f\u00e9rvidos se uniram<br \/>\nEntre beijos dois nomes se escutaram&#8230;<br \/>\nDois nomes e mil beijos amorosos<br \/>\nNos l\u00e1bios as palavras encerraram&#8230;<br \/>\nDois nomes em que a vida toda sia&#8230;<br \/>\nDois poemas de santa poesia&#8230;<\/p>\n<p>E a porta ap\u00f3s rodou por sobre os qu\u00edcios,<br \/>\nE a murmurar deixou passar o amante&#8230;<br \/>\nSomente um temo e l\u00e2nguido suspiro<br \/>\nOuvi trazer a brisa sussurrante&#8230;<br \/>\nE a lua ent\u00e3o num l\u00e2nguido desmaio<br \/>\nCiumenta lan\u00e7ou o \u00faltimo raio&#8230;<\/p>\n<h3><strong>II. O ASSASSINO<\/strong><\/h3>\n<p>Uma noite era negro firmamento,<br \/>\nMon\u00f3tona ca\u00eda fria chuva,<br \/>\nE a terra envolta em v\u00e9u de densas trevas<br \/>\nParecia chorosa uma vi\u00fava;<br \/>\nS\u00f3 as aves da noite regeladas<br \/>\nGritando se escondiam nas moradas.<\/p>\n<p>Trazia o vento o silvo da rajada<br \/>\nQue l\u00fagubre zunia nos pinheiros,<br \/>\nTrazia gritos p\u00e1vidos, medrosos,<br \/>\nTalvez dalguns perdidos caminheiros,<br \/>\nE no embate co\u2019a branca penedia,<br \/>\nO mar sinistro e t\u00e9trico rugia.<\/p>\n<p>De um lampi\u00e3o \u00e0 luz incerta e vaga<br \/>\nUm vulto negro e triste s&#8217;enxergava;<br \/>\nCoberto do capote e do sombrero,<br \/>\nO rosto macilento s\u00f3 mostrava&#8230;<br \/>\nMas dalgum raio ao brilho repentino<br \/>\nConhecereis \u2014 Jorge \u2014 o libertino \u2014<\/p>\n<p>Que fazes, Jorge, a estas horas mortas?<br \/>\nA noite est\u00e1 tristonha e friorenta;<br \/>\nVai aquecer da prostituta ao colo<br \/>\nDe libertino a fronte macilenta.<br \/>\nVai escaldar esta alma morta e fria<br \/>\nAos beijos do cognac qu&#8217;incendia.<\/p>\n<p>Vai&#8230; Quando a alma s&#8217;enjoa deste mundo<br \/>\nSempre descrente, acerbo d&#8217;ironia,<br \/>\nO cognac nos d\u00e1 formosos mundos,<br \/>\nCastelos encantados de poesia.<br \/>\nE entre um gol de cognac e uma fuma\u00e7a<br \/>\nEm ditoso del\u00edrio a vida passa.<\/p>\n<p>Mas Jorge est\u00e1 mais l\u00fagubre e sombrio<br \/>\nQue o m\u00e1rmore dum t\u00fam&#8217;lo mais calado,<br \/>\nParece o seu olhar mais turvo e frio,<br \/>\nO sulco do sobrolho mais cavado&#8230;<br \/>\nAi! Jorge&#8230; Vais unir ao libertino<br \/>\nA covardia infame do assassino&#8230;<\/p>\n<p>E ele pouco esperou. Saudoso canto,<br \/>\nQue suspirava ao longe, aproximou-se,<br \/>\nE o canto era mais terno e mais sentido<br \/>\nQuo \u00faltimo som do cisne que finou-se;<br \/>\nEra um canto em que atroz pressentimento<br \/>\nSegredava ao mancebo o passamento.<\/p>\n<p>Um momento depois um grito agudo<br \/>\nTriste uniu-se da noite \u00e0 voz sombria&#8230;<br \/>\nFoi um grito somente e ap\u00f3s ouviu-se<br \/>\nO convulso estertor de um&#8217;agonia&#8230;<br \/>\nA noite se estendeu como um sud\u00e1rio<br \/>\nDo cantor sobre o leito funer\u00e1rio.<\/p>\n<p>Somente ap\u00f3s \u00e0 fulva luz de um raio<br \/>\nVer\u00edeis uma virgem linda e nua&#8230;<br \/>\nTremia de terror, ouvira o grito&#8230;<br \/>\n&#8216;Stava p\u00e1lida e branca como a lua,<br \/>\nE quando viu o amante \u2014 de amargura<br \/>\nTornou-se a est\u00e1tua pasma da loucura.<\/p>\n<h3><strong>III. A LOUCA<\/strong><\/h3>\n<p>Laura, onde vais? Sozinha a tais desoras<br \/>\nO vento h\u00e1 de gelar-te a branca pele.<br \/>\nComo tremes convulsa, e que sorriso!<br \/>\nQue chamas teu olhar ardente expele!<br \/>\nLaura, onde vais! Os p\u00e9s nus, delicados,<br \/>\nN\u00e3o maltrates nos seixos orvalhados.<\/p>\n<p>Mulher, a quem procuras a estas horas?<br \/>\nDonzela, porque sais t\u00e3o alta noite?<br \/>\nN\u00e3o v\u00eas como aparecem mil fantasmas?<br \/>\nN\u00e3o sentes da geada o frio a\u00e7oite?<br \/>\nE das aves da noite o triste pio<br \/>\nN\u00e3o faz por ti correr um calafrio? &#8230;<\/p>\n<p>E ela seguia muda e taciturna,<br \/>\nNas rochas machucando o p\u00e9 divino.<br \/>\nParecia son\u00e2mbula perdida,<br \/>\nAut\u00f4mato a seguir o seu destino.<br \/>\nArfava o peito em \u00e2nsias ofegante,<br \/>\nSeu olhar era fixo e fascinante.<\/p>\n<p>E seguia&#8230; e seguia&#8230; e nem ao menos<br \/>\nParava um s\u00f3 momento no caminho;<br \/>\nN\u00e3o sentia rasgarem-se-lhe as vestes<br \/>\nDe incultos erva\u00e7ais no duro espinho.<br \/>\nO g\u00eanio da vingan\u00e7a \u00e9 que a impelia&#8230;<br \/>\nComo o Judeu errante ela seguia&#8230;<\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/p>\n<h3><strong>IV. A ENTREVISTA NO T\u00daMULO<\/strong><\/h3>\n<p>Era um triste lugar. Entre ciprestes,<br \/>\nQue a custo balan\u00e7avam a ramagem,<br \/>\nOnde s\u00f3 pra gemer tristes endechas<br \/>\nPassava regelada e fria a aragem,<br \/>\nNum esquife entreaberto est\u00e1 deitado<br \/>\nUm cad\u00e1ver de mo\u00e7o abandonado.<\/p>\n<p>E entregue \u00e0s intemp\u00e9ries&#8230; sem amigos<br \/>\nSem ter quem v\u00e1 ali chorar um pranto.<br \/>\nTu, que cantaste os sentimentos puros,<br \/>\nQu&#8217;encontraste no mundo um doce encanto,<br \/>\nTu dormes, sonhador, j\u00e1 macilento,<br \/>\nEntregue aos vermes vis, posto ao relento.<\/p>\n<p>E esta fronte onde o g\u00eanio se inflamava,<br \/>\nDonde brotava ardente a poesia,<br \/>\nE os l\u00e1bios que disseram sons cadentes,<br \/>\nQue ensinava-te alegre a fantasia,<br \/>\nS\u00e3o hoje como a l\u00e2mpada sem lume, \u2014<br \/>\nHarpa sem cordas, \u2014 flores sem perfume.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m vem te chorar. N\u00e3o, dentre as sombras<br \/>\nUma sombra passou branca e ligeira,<br \/>\nOs ramos do arvoredo estremeceram,<br \/>\nEspantada voou a ave agoureira&#8230;<br \/>\nQuem perturba esta l\u00fagubre morada?<br \/>\nUma mulher&#8230; \u00c9 Laura, a apaixonada.<\/p>\n<p>E ela chegou-se rindo e solu\u00e7ando<br \/>\nC&#8217;um rir entre medonho e entre formoso,<br \/>\nSeus l\u00e1bios tressuavam de ironia<br \/>\nAo mesmo tempo de inocente gozo.<br \/>\nJunto ao verde cad\u00e1ver ajoelhou<br \/>\nE com os l\u00e1bios ardentes o beijou.<\/p>\n<p>Depois sentou-se triste junto ao esquife<br \/>\nE as passadas cantigas recordando,<br \/>\nNos dedos frios, tr\u00eamulos, nervosos,<br \/>\nC&#8217;os cabelos do amante ia brincando;<br \/>\nCoa outra m\u00e3o sobre o morto regelado<br \/>\nP\u00f4s um longo punhal ensanguentado.<\/p>\n<p>&#8220;Durmamos, disse ela, \u00e9 meu amante!<br \/>\nN\u00e3o v\u00eas? Eu tenho as m\u00e3os ensanguentadas.<br \/>\nEste sangue \u00e9 de Jorge, \u00e9 do assassino,<br \/>\nDurmamos: tuas cinzas &#8216;st\u00e3o vingadas&#8221;.<br \/>\n&#8230; Ent\u00e3o beijou-o louca em devaneio<br \/>\nE recostou-lhe a fronte no seu seio&#8230;<\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/p>\n<h3><strong>V. OS DOIS CAD\u00c1VERES<\/strong><\/h3>\n<p>E depois quando a aurora ergueu-se linda,<br \/>\nViu a louca a embalar no seio o amante,<br \/>\nCantando mil cantigas e o beijando<br \/>\nSempre amorosa, triste e delirante&#8230;<br \/>\nMas a lua co&#8217;os raios desmaiados<br \/>\nViu dois mortos unidos, abra\u00e7ados &#8230;<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>An\u00e1lise do poema Pesadelo, de Castro Alves<\/h2>\n<p>&#8220;Pesadelo&#8221; \u00e9 um poema em cinco partes que cria uma narrativa de amor, morte e loucura com imagens bastante v\u00edvidas e uma progress\u00e3o dram\u00e1tica.<\/p>\n<p>Na primeira parte, &#8220;O RENDEZ-VOUS&#8221;, somos apresentados a um cen\u00e1rio rom\u00e2ntico onde Joseph, um <a href=\"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/as-4-cantigas-do-trovadorismo\/\">trovador apaixonado<\/a>, canta para sua amada. O ambiente descrito \u00e9 envolvente e sensual, e a pr\u00f3pria natureza parece participar do momento: &#8220;E as flores suspiravam molemente \/ Da brisa ao receber os doces beijos&#8221;. A descri\u00e7\u00e3o detalhada do encontro amoroso entre Joseph e sua amada cria uma atmosfera de tranquilidade e beleza, preparando o leitor para a <a href=\"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/tragedia-no-lar\/\">trag\u00e9dia que est\u00e1 por vir<\/a>.<\/p>\n<p>Na segunda parte, &#8220;O ASSASSINO&#8221;, a atmosfera muda completamente. A noite agora \u00e9 escura e chuvosa, em sintonia com o estado sombrio do cora\u00e7\u00e3o de Jorge, o libertino. A descri\u00e7\u00e3o do ambiente \u00e9 sombria e cheia de press\u00e1gios: &#8220;Uma noite era negro firmamento, \/ Mon\u00f3tona ca\u00eda fria chuva&#8221;. Jorge, movido por ci\u00fames e desespero, comete um assassinato, interrompendo o canto apaixonado de Joseph. A transforma\u00e7\u00e3o de Jorge de libertino em assassino \u00e9 marcada por uma crescente escurid\u00e3o em sua alma, marcado pelo ambiente tenebroso que o cerca.<\/p>\n<p>A terceira parte, &#8220;A LOUCA&#8221;, foca em Laura, a amada de Joseph, que \u00e9 consumida pela loucura ap\u00f3s a morte do amante. Vagando descal\u00e7a e sozinha pela noite, Laura parece uma son\u00e2mbula, movida por uma for\u00e7a incontrol\u00e1vel de vingan\u00e7a e desespero. A sua jornada atrav\u00e9s da escurid\u00e3o e da geada, sem parecer se importar com os ferimentos que recebeu, ilustra a profundidade de sua dor e loucura.<\/p>\n<p>Em &#8220;A ENTREVISTA NO T\u00daMULO&#8221;, a quarta parte, encontramos Laura junto ao corpo de Joseph, em um cen\u00e1rio l\u00fagubre e desolado. O poema descreve a decomposi\u00e7\u00e3o do corpo do trovador, contrastando a beleza e a vitalidade de sua vida com a desola\u00e7\u00e3o da morte: &#8220;Tu dormes, sonhador, j\u00e1 macilento, \/ Entregue aos vermes vis, posto ao relento&#8221;. Laura, em um ato de desespero e vingan\u00e7a, deposita um punhal ensanguentado junto ao cad\u00e1ver, revelando que matou Jorge para vingar a morte de Joseph. O seu beijo no cad\u00e1ver do amante \u00e9 um s\u00edmbolo poderoso de amor e loucura entrela\u00e7ados.<\/p>\n<p>Na \u00faltima parte, &#8220;OS DOIS CAD\u00c1VERES&#8221;, o poema termina com uma imagem de tr\u00e1gica uni\u00e3o: Laura, completamente consumida pela loucura, \u00e9 encontrada morta ao lado do corpo de Joseph, simbolizando a uni\u00e3o eterna dos amantes na morte no melhor <a href=\"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/o-que-e-catarse-na-literatura\/\">estilo &#8220;Romeu e Julieta&#8221;<\/a>. A vis\u00e3o dos dois cad\u00e1veres abra\u00e7ados sob a luz da aurora traz uma sensa\u00e7\u00e3o de paz melanc\u00f3lica, encerrando a narrativa de maneira comovente e tr\u00e1gica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Pesadelo&#8221; de Castro Alves \u00e9 uma obra rica em simbolismo e emo\u00e7\u00e3o, explorando temas universais de amor, ci\u00fames, vingan\u00e7a e loucura<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2890,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-2889","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-poemas"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.6 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Pesadelo, de Castro Alves - An\u00e1lise<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"&quot;Pesadelo&quot; de Castro Alves \u00e9 uma obra rica em simbolismo e emo\u00e7\u00e3o, explorando temas universais de amor, ci\u00fames, vingan\u00e7a e loucura\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/pesadelo-de-castro-alves-analise\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Pesadelo, de Castro Alves - An\u00e1lise\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"&quot;Pesadelo&quot; 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