{"id":1079,"date":"2023-08-05T17:30:52","date_gmt":"2023-08-05T17:30:52","guid":{"rendered":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/?p=1079"},"modified":"2026-05-23T19:04:43","modified_gmt":"2026-05-23T22:04:43","slug":"uma-pagina-de-escola-realista-de-castro-alves-analise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/uma-pagina-de-escola-realista-de-castro-alves-analise\/","title":{"rendered":"Uma P\u00e1gina de Escola Realista, de Castro Alves &#8211; An\u00e1lise"},"content":{"rendered":"<p>Em &#8220;Uma P\u00e1gina de Escola Realista&#8221;, do poeta Castro Alves, vemos um drama c\u00f4mico em quatro palavras que aborda temas como <strong>trag\u00e9dia, com\u00e9dia e drama<\/strong>, explorando as <strong>emo\u00e7\u00f5es contradit\u00f3rias<\/strong> que eles despertam.<\/p>\n<h2>Uma P\u00e1gina de Escola Realista<\/h2>\n<blockquote class=\"poem\">\n<p><em>drama c\u00f4mico em quatro palavras<\/em><\/p>\n<p><em>A trag\u00e9dia me faz rir, a com\u00e9dia me faz chorar,<\/em><br \/>\n<em>E o drama? Nem rir, nem chorar&#8230;<\/em><br \/>\n<em>(Pensamento de CARNIOLI)<\/em><\/p>\n<p>CEN\u00c1RIO<\/p>\n<p>A alcova \u00e9 fria e pequena<br \/>\nAbrindo sobre um jardim.<br \/>\nA tarde frouxa e serena<br \/>\nJ\u00e1 desmaia para o fim.<br \/>\nNo centro um leito fechado<br \/>\nDeixa o longo cortinado<br \/>\nSobre o tapete rolar&#8230;<br \/>\nH\u00e1, nas jarras deslumbrantes,<br \/>\nCam\u00e9lias frias, brilhantes,<br \/>\nLembrando a neve polar.<\/p>\n<p>Livros esparsos por terra,<br \/>\nUma harpa ca\u00edda al\u00e9m;<br \/>\nE essa tristeza, que encerra<br \/>\nO asilo, onde sofre algu\u00e9m.<br \/>\nFitas, m\u00e1scaras e flores<br \/>\nN\u00e3o sei que vagos odores<br \/>\nFalam de amor e prazer.<br \/>\nAl\u00e9m da frouxa penumbra<br \/>\nUm vulto incerto ressumbra<br \/>\n\u2014 O vulto de uma mulher.<\/p>\n<p>Vous, qui volez l\u00e0-bas, l\u00e9g\u00e8res hirondelles<br \/>\nDites-moi, dites-moi, porquoi vais-je mourir!<br \/>\nMUSSET<\/p>\n<p>M\u00c1RIO (no leito)<\/p>\n<p>\u00c9 tarde! \u00c9 tarde! Abri-me estas cortinas<br \/>\nDeixai que a luz me acaricie a fronte!&#8230;<br \/>\n\u00d3 sol, \u00f3 noivo das regi\u00f5es divinas,<br \/>\nSuspende um pouco a luz neste horizonte!<\/p>\n<p>SILVIA (abrindo a janela)<\/p>\n<p>Da noite o frio vento te regela<br \/>\no m\u00f3rbido suor&#8230;<\/p>\n<p>M\u00c1RIO<\/p>\n<p>Oh! que me importa?<br \/>\nA tarde doura-me o suor da fronte&#8230;<br \/>\n\u2014 \u00daltimo louro desta vida morta!<\/p>\n<p>Crepusclo! mocidade! natureza!<br \/>\nInundai de fulgor meu dia extremo&#8230;<br \/>\nQuero banhar-me em vagas de harmonia,<br \/>\nComo no lago se mergulha o remo!<\/p>\n<p>E que amores que sonham as esferas!<br \/>\nA brisa \u00e9 de vol\u00fapia um calafrio.<br \/>\nA estrela sai das folhas do infinito,<br \/>\nSai dos musgos o verme luzidio &#8230;<\/p>\n<p>Tudo que vive, que palpita e sente<br \/>\nChama o par amoroso para a sombra.<br \/>\nO pombo arrula \u2014 preparando o ninho,<br \/>\nA abelha zumbe \u2014 preparando a alfombra.<\/p>\n<p>As trevas rolam como as tran\u00e7as negras,<br \/>\nQue a Andaluza desmancha em mago enleio:<br \/>\nE entre rendas sutis surge medrosa<br \/>\nA lua plena, qual moreno seio.<\/p>\n<p>Abre-se o ninho&#8230; o c\u00e1lice&#8230; o rega\u00e7o&#8230;<br \/>\nAnfitrite, corando, aguarda o noivo&#8230;<\/p>\n<p>(Longa pausa)<\/p>\n<p>E tu tamb\u00e9m esperas teu esposo,<br \/>\n\u00d3 morte! \u00f3 mo\u00e7a, que engrinalda o goivo!<\/p>\n<p>S\u00cdLVIA (a meia voz, acompanhando-se na guitarra)<\/p>\n<p>Dizem as mo\u00e7as galantes<br \/>\nQue as rolas s\u00e3o t\u00e3o constantes &#8230;<br \/>\nPois ser\u00e1?<br \/>\nQue morrendo-lhe os amantes,<br \/>\nMorrem de fome, arquejantes,<br \/>\nQuem dir\u00e1?<\/p>\n<p>Dizem s\u00e1bios arrogantes<br \/>\nQue nestas terras distantes,<br \/>\nN\u00e3o por c\u00e1,<br \/>\nSobre piras fumegantes<br \/>\nMorrem vi\u00favas constantes,<br \/>\nPois ser\u00e1?<\/p>\n<p>N\u00e3o creio nos navegantes<br \/>\nNem nas hist\u00f3rias galantes,<br \/>\nQue h\u00e1 por l\u00e1.<br \/>\nFome e fogueiras brilhantes<br \/>\nC\u00e1 n\u00e3o h\u00e1&#8230;<br \/>\nMas inda morrem amantes<br \/>\nDe saudades lacerantes<br \/>\nQuem dir\u00e1?<\/p>\n<p>(Aos \u00faltimos arpejos cai-lhe uma l\u00e1grima.)<\/p>\n<p>M\u00c1RIO (vendo-a chorar)<\/p>\n<p>S\u00edlvia! Deixa rolar sobre a guitarra,<br \/>\nDa l\u00e1grima a harmonia peregrina!<br \/>\nS\u00edlvia! cantando \u2014 \u00e9s a mulher formosa!<br \/>\nSilvia! chorando \u2014 \u00e9s a mulher divina!<\/p>\n<p>Oh! l\u00e1grimas e p\u00e9rolas! &#8211; aljofares<br \/>\nQue rebentais no interno cataclismo,<br \/>\nDo oceano \u2014 este d\u00e9dalo insond\u00e1vel!<br \/>\nDo cora\u00e7\u00e3o \u2014 este profundo abismo!<\/p>\n<p>S\u00edlvia! d\u00e1-me a beber a gota d\u00e1gua,<br \/>\nNessa p\u00e1lpebra roxa como o l\u00edrio&#8230;<br \/>\nComo lambe a gazela o brando orvalho<br \/>\nNas largas folhas do deserto ass\u00edrio.<\/p>\n<p>E quando estalma desdobrando as asas<br \/>\nEntrar do c\u00e9u na regi\u00e3o serena,<br \/>\nComo uma estrela eu levarei nos dedos<br \/>\nTeu pranto sideral, \u00f3 Madalena! &#8230;<\/p>\n<p>S\u00edlvia (tem-se ajoelhado aos p\u00e9s do leito)<\/p>\n<p>Meus prantos sirvam apenas<br \/>\nPra umedecer teus cabelos,<br \/>\nComo da cor\u00e7a nos velos<br \/>\nFresco orvalho a resvalar!<br \/>\nPra molhar a flor, que aspires,<br \/>\nRolem prantos de meus olhos,<br \/>\nPra atravessar os escolhos<br \/>\nMeus prantos manda rolar!&#8230;<\/p>\n<p>Meus prantos sirvam apenas<br \/>\nPra a terra, em que tu pisares,<br \/>\nPra a sede, em que te abrasares,<br \/>\nTer\u00e1s meu sangue, Senhor!<br \/>\nMeus prantos s\u00e3o \u00f3leo humilde<br \/>\nQue eu derramo a tuas plantas&#8230;<\/p>\n<p>(M\u00e1rio estende-lhe os bra\u00e7os)<\/p>\n<p>Mas se acaso me levantas<br \/>\nMeus prantos dizem-te amor!&#8230;<\/p>\n<p>M\u00e1rio (tendo-a contra o seio)<\/p>\n<p>Sentir que a vida vai fugindo aos poucos<br \/>\nComo a luz, que desmaia no ocidente&#8230;<br \/>\nE boiar sobre as ondas do sepulcro,<br \/>\nComo Of\u00e9lia nas \u00e1guas da corrente&#8230;<\/p>\n<p>Sentir o sangue espanadar do peito<br \/>\n\u2014 Licor de morte \u2014 sobre a boca fria,<br \/>\nE meu l\u00e1bio enxugar nos teus cabelos,<br \/>\nComo Rolla nas tran\u00e7as de Maria.<\/p>\n<p>De teus bra\u00e7os fazer o diadema<br \/>\nDe minha vida, que desmaia insana,<br \/>\nEsquecer o passado em teu rega\u00e7o,<br \/>\nComo Byron aos p\u00e9s da Italiana;<\/p>\n<p>Em teu l\u00e1bio molhado e perfumoso<br \/>\nO licor entornar de minha vida&#8230;<br \/>\nEscutar-te nas vascas da agonia,<br \/>\nComo Fausto as can\u00e7\u00f5es de Margarida!<\/p>\n<p>Eis como eu quero \u2014 na embriaguez da morte&#8230;<br \/>\nDo banquete no ch\u00e3o pender a fronte&#8230;<br \/>\nInda a ta\u00e7a empunhando de teus beijos<br \/>\nSob as rosas gentis de Anacreonte!&#8230;<\/p>\n<p>(A noite tem descido pouco a pouco, o luar penetrando pela alcova alumia o grupo dos amantes)<\/p>\n<p>S\u00cdLVIA<\/p>\n<p>Que palidez, meu poeta,<br \/>\nSe estende na face tua!&#8230;<\/p>\n<p>M\u00c1RIO<\/p>\n<p>S\u00e3o os raios descorados,<br \/>\nOs alvos raios da lua!<\/p>\n<p>S\u00cdLVIA<\/p>\n<p>Mas um suor de agonia<br \/>\nTeu peito ardente tressua &#8230;<\/p>\n<p>M\u00c1RIO<\/p>\n<p>S\u00e3o os orvalhos, que descem<br \/>\nAo frio clar\u00e3o da lua.<\/p>\n<p>S\u00cdLVIA<\/p>\n<p>Que mancha \u00e9 esta sangrenta,<br \/>\nQue no teu l\u00e1bio flutua?<\/p>\n<p>M\u00c1RIO<\/p>\n<p>S\u00e3o as sombras de uma nuvem<br \/>\nQue tolda a face da lua!<\/p>\n<p>S\u00cdLVIA<\/p>\n<p>Como teus dedos esfriam<br \/>\nSobre minha esp\u00e1dua nua! &#8230;<\/p>\n<p>M\u00c1RIO (distra\u00eddo)<\/p>\n<p>N\u00e3o v\u00eas um anjo, que desce,<br \/>\nNo frouxo clar\u00e3o da lua?<\/p>\n<p>S\u00cdLVIA<\/p>\n<p>M\u00e1rio? N\u00e3o v\u00eas quem te chama?&#8230;<br \/>\nTua amante&#8230; S\u00edlvia&#8230; a tua&#8230;<\/p>\n<p>M\u00c1RIO (desmaiando)<\/p>\n<p>\u00c9 a morte que me leva<br \/>\nNum frio raio da lua! &#8230;<\/p>\n<p>(O poeta cai semimorto sobre o leito. No espasmo sua<br \/>\nm\u00e3o contra\u00edda prende uma tran\u00e7a da mo\u00e7a.)<\/p>\n<p>S\u00cdLVIA<\/p>\n<p>Teus brancos dedos fecharam<br \/>\nDe meu cabelo a madeixa,<br \/>\nTua amante n\u00e3o se queixa&#8230;<br \/>\nBem v\u00eas&#8230; cativa ficou.<br \/>\nMas n\u00e3o se prende o desejo<br \/>\nQue nalma acaso se aninha!&#8230;<br \/>\nNunca viste a andorinha,<br \/>\nQue alegre o fio quebrou?<\/p>\n<p>(Ouve-se um rel\u00f3gio dar horas.)<\/p>\n<p>J\u00e1! t\u00e3o tarde! E embalde tento<br \/>\nAbrir-te os dedos fechados&#8230;<br \/>\nComo frios cadeados,<br \/>\nQue o teu amor me lan\u00e7ou.<br \/>\nPor\u00e9m se aqui me cativas<br \/>\nMinhalma foge-te asinha&#8230;<br \/>\nNunca viste a andorinha,<br \/>\nQue alegre o fio quebrou!<\/p>\n<p>(Debru\u00e7a-se a escrever numa carteira.)<\/p>\n<p>&#8220;Paulo! Vem \u00e0 meia-noite&#8230;<br \/>\nM\u00e1rio morre! M\u00e1rio expira!<br \/>\nVem que minha alma delira<br \/>\nE embalde cativa estou. . . &#8221;<\/p>\n<p>M\u00c1RIO (que tem lido por cima de seu ombro)<\/p>\n<p>S\u00edlvia! a morte abre-me os dedos,<br \/>\n\u00c9s livre, S\u00edlvia&#8230; caminha!<br \/>\n(morrendo)<br \/>\nMinhalma \u00e9 como a andorinha,<br \/>\nQue alegre o fio quebrou.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>An\u00e1lise do poema &#8220;Uma P\u00e1gina de Escola Realista&#8221;<\/h2>\n<p>O longo poema &#8220;Uma P\u00e1gina de Escola Realista&#8221; de Castro Alves \u00e9 uma obra que <strong>reflete sobre as emo\u00e7\u00f5es humanas e a complexidade das experi\u00eancias vividas<\/strong>. O autor utiliza a tem\u00e1tica do teatro para explorar as <strong>diferentes facetas do ser humano e as sensa\u00e7\u00f5es paradoxais que elas despertam<\/strong>.<\/p>\n<p>Ao longo do poema, o autor expressa seu pensamento atrav\u00e9s de personagens como Carnioli, M\u00e1rio e S\u00edlvia. A pe\u00e7a se passa em um cen\u00e1rio de uma alcova fria e pequena, com elementos que remetem \u00e0 <strong>morte<\/strong> e \u00e0 <strong>solid\u00e3o<\/strong>. O leito fechado, as cam\u00e9lias brilhantes lembrando a neve polar e a tristeza que permeia o ambiente criam um clima sombrio e melanc\u00f3lico.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s dos di\u00e1logos entre M\u00e1rio e S\u00edlvia, o poema aborda a dualidade dos sentimentos humanos. M\u00e1rio expressa seu desejo de vivenciar os momentos finais de sua vida com intensidade e beleza, como que buscando um \u00faltimo lampejo de alegria antes da morte. Ele faz refer\u00eancias a diversas figuras liter\u00e1rias para expressar seus sentimentos e anseios.<\/p>\n<p>Por sua vez, S\u00edlvia se entrega aos prantos e lamenta a partida iminente de M\u00e1rio. Ela encontra conforto na escrita, como pode ser observado quando ela escreve uma mensagem para o amigo Paulo, pedindo que ele venha antes da meia-noite, pois M\u00e1rio est\u00e1 morrendo. A carta destaca a ang\u00fastia de S\u00edlvia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 perda iminente e sua tentativa de expressar seus sentimentos por meio das palavras.<\/p>\n<p>O poema \u00e9 carregado de simbolismos e met\u00e1foras, como a andorinha que quebra o fio e a imagem do ocaso. Esses elementos contribuem para a constru\u00e7\u00e3o do clima po\u00e9tico e aprofundam a reflex\u00e3o sobre a vida e a morte.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>Voc\u00ea tamb\u00e9m pode gostar de ler:<br \/>\n<a href=\"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/no-camarote-de-castro-alves\/\">No camarote, de Castro Alves<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em &#8220;Uma P\u00e1gina de Escola Realista&#8221;, do poeta Castro Alves, vemos um drama c\u00f4mico que aborda temas como trag\u00e9dia, com\u00e9dia e drama.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1081,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[47,172,232],"class_list":["post-1079","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-poemas","tag-castro-alves","tag-morte","tag-tristeza"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.6 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Uma P\u00e1gina de Escola Realista, de Castro Alves - An\u00e1lise<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Em &quot;Uma P\u00e1gina de Escola Realista&quot;, do poeta Castro Alves, vemos um drama c\u00f4mico que aborda temas como trag\u00e9dia, com\u00e9dia e drama.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/uma-pagina-de-escola-realista-de-castro-alves-analise\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Uma P\u00e1gina de Escola Realista, de Castro Alves - An\u00e1lise\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Em &quot;Uma P\u00e1gina de Escola Realista&quot;, do poeta Castro Alves, vemos um drama c\u00f4mico que aborda temas como trag\u00e9dia, com\u00e9dia e drama.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/uma-pagina-de-escola-realista-de-castro-alves-analise\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Literatura Online\" \/>\n<meta property=\"article:author\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100043804593210\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2023-08-05T17:30:52+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2026-05-23T22:04:43+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/literaturaonline.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Uma-Pagina-de-Escola-Realista-de-Castro-Alves-Analise.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1280\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"956\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Alexandre Garcia Peres\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Alexandre Garcia Peres\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"8 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":[\"Article\",\"BlogPosting\"],\"@id\":\"https:\\\/\\\/literaturaonline.com.br\\\/blog\\\/uma-pagina-de-escola-realista-de-castro-alves-analise\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/literaturaonline.com.br\\\/blog\\\/uma-pagina-de-escola-realista-de-castro-alves-analise\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"Alexandre Garcia Peres\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/literaturaonline.com.br\\\/blog\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/c9a9c53a80bc6508d64423b712739c41\"},\"headline\":\"Uma P\u00e1gina de Escola Realista, de Castro Alves &#8211; 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