O escritor Ferréz lança No Corre, seu primeiro livro de não ficção, pela Todavia. Na obra, o autor de Capão Pecado revisita a própria trajetória, dos trabalhos braçais na juventude à criação de negócios culturais no Capão Redondo, bairro da zona sul de São Paulo onde nasceu e foi criado.
O livro, com o subtítulo A História de um Empreendedor da Periferia, tem 136 páginas e custa R$ 69,90 na versão impressa e R$ 49,90 no e-book, segundo a página da editora. A capa é de Oga Mendonça. A data de lançamento indicada para as livrarias é 5 de outubro.
Ferréz conta que limpou garrafas, trabalhou em padaria e na construção civil antes de se firmar como escritor. A partir daí, narra como surgiram as iniciativas que criou no bairro, entre elas a marca de roupas 1DaSul e a editora Selo Povo, além da ONG Interferência.
Segundo a apresentação da Todavia, o autor mostra “como uma ideia pode ganhar corpo, gerar trabalho e renda”. A editora afirma que o livro não oferece fórmulas de sucesso: o foco está nas condições reais de quem produz cultura independente no Brasil, com reflexões sobre trabalho, dinheiro e legado.
Sobre o autor
Ferréz é o nome artístico de Reginaldo Ferreira da Silva, nascido em 1975. Ele se tornou uma das principais vozes da literatura marginal, movimento de autores das periferias que ganhou força em São Paulo no fim dos anos 1990 e no começo dos 2000, escrevendo sobre a vida nesses territórios com a linguagem de quem vive neles.
O romance de estreia, Capão Pecado, saiu em 2000 e acompanha jovens do Capão Redondo entre a falta de perspectiva e a violência. Hoje o livro integra o catálogo da Companhia das Letras. Depois vieram o romance Manual Prático do Ódio (2003) e a coletânea de contos Ninguém é Inocente em São Paulo (2006), entre outros títulos. Além de escritor, Ferréz trabalha como roteirista e já atuou como rapper.
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